Ela diz que gosta de mim, mas não quer um relacionamento

Ruim com ela, pior sem ela

2020.11.22 01:08 bombarril Ruim com ela, pior sem ela

TL;DR: terminei hoje, eis aqui um longo desabafo.
Hoje de tarde pedi um tempo para minha então namorada. Nossa relação estava me fazendo mal, e os momentos bons eram tão raros que não compensavam o esforço. Mas como me dói... Eu ainda amo aquela menina, e sei que ela realmente estava tentando ser uma boa namorada para mim, só que eu não acho que ela possa simplesmente mudar o jeito dela, nem acho que isso seja correto.
Eu sinto falta de quando a gente era amigo. Tudo era tão mais fácil... A gente se via, comia junto, dava risada, assistia um filme. Depois disso, íamos cada um pra sua casa, sem compromissos, sem discussões. Só coisa boa. Começamos a namorar e começam as expectativas um do outro. Eu nem sei se eu pedia demais, sabe? O que me motivou a pedir um tempo foi a falta de interesse dela.
Eu sei que ela tem seus compromissos, e que o pai dela é um pé no saco, mas poxa, já estamos há 20 dias sem se ver, e moramos perto. Eu também tenho meus compromissos, e conseguia sempre arranjar um espacinho para acomodar algum encontro ocasional. Eu propunha encontros sempre, sempre. Na amizade a gente se via umas 3 vezes por semana. Começamos a namorar e passamos a nos ver aos fins de semana. Depois só de domingo. Estamos há algum tempo nos vendo domingo sim, domingo não. E pra mim isso simplesmente não dá. E quando a gente finalmente se vê, ela age tão distante... Ela não segura minha mão nem me beija. Se eu ganhar um selinho é muito. E mesmo que eu só abraçasse ela pelo resto da minha vida, por mim isso não seria problema, sabe?
Eu me sinto... descartável. Toda vez que eu planejo um encontro e ela me fala uma das 3 clássicas, eu fico bem mal.
  1. Estou ocupada
  2. Meu pai não deixa
  3. Não quero
E ela? Tanto faz. Ela mesmo me disse isso uma vez. Não fazia diferença se ela me visse ou não. Ela estava contente apenas trocando mensagens. A gente praticamente webnamora, embora moremos na mesma cidade e sejamos maiores de idade. Ela é um amorzinho por mensagens, responde rápido e a qualquer hora, sempre dizendo que me ama e que me quer na sua vida. Mas ela fala uma coisa e age de outro jeito... Sei lá. Peço pra fazer call e parece que eu tô pedindo o cu dela. Sempre um sacrifício pra ela fazer qualquer coisa. Convido ela para jogar o jogo favorito dela, pq eu tô com saudades, e ela várias vezes me diz q n ta a fim ou q tem mais oq fazer. Daí em questão de 1h eu vejo e ela ta la jogando solo q. Ah, mas vsf. Eu valorizo demais o tempo q eu passo com ela, seja oq for. Pra vc ter uma ideia, eu já fui até em velório pra outra cidade com ela. Odiei, foi péssimo, mas eu fui pq era com ela. A companhia dela me motivou. Agora ela? KKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Uma vez eu tava NA RUA DELA, e falei:
"Amor, tá em casa?"
"Tô, pq?"
"Tô aqui em frente kkkkk. Vem aqui"
"Não posso"
"Como assim?"
"Tô ocupada agora, não vou sair aí"
Eu chorei. Estava morrendo de saudades. Eu sou meio trouxa, eu admito.
Sei que ela era fiel. O problema real dela é a depressão. Ela sofre com isso desde a amizade, e eu sempre fiz meu melhor pra ajudar ela com isso. Sei que provavelmente seria bom pra ela que eu continuasse vivendo este relacionamento, mas honestamente, pra mim não dá mais. Choro quase todo dia, passo um puta nervoso, pq ela simplesmente se isola de mim e de todo mundo. Preferia ainda ser o amigo dela. Ser seu namorado tem sido desgastante.
Enfim, pedi um tempo pra ela hj de tarde, após mendigar pela terceira vez no dia se eu poderia ver ela. De manhã, ela disse q n sabia, q ia ver. No almoço, disse que faria faxina e q só se fosse mais tarde. Daí fim de tarde ela me diz q nem fez faxina, e que n ta fazendo nd, mas q a gente n ia se ver msm. Isso a gente estando há VINTE dias sem se ver. Daí eu tiltei. De modo educado, claro.
"Sério. Pra mim não dá mais. Não aguento mais esse sufoco pra simplesmente ver a sua cara. Eu quero um tempo."
A resposta dela?
"Tudo bem, eu compreendo. O que quer que você ache melhor para vc"
Não nos bloqueamos nem nada. Só não nos conversamos, e planejo tratar ela como uma conhecida por algum tempo, enquanto eu organizo minha cabeça, e ela a dela.
O que eu realmente espero com isso é que ela mude de ideia sobre tudo, e comece a me valorizar. Mas eu n acho q isso vá acontecer. Acho q acabaremos n voltando mais.
O que me dói, honestamente. Sei que todo mundo deve dizer isso, mas é minha primeira namorada e eu n consigo imaginar outra pessoa em seu lugar. Eu vou provavelmente procurar alguém muito similar, e comparar essa pessoa à minha ex. Eu simplesmente amo ela, conheço tudo dela, sei de tudo que ela gosta e de que ela não gosta. Sei dos podres, dos problemas, dos medos. E ela os meus.
Caras, aiai. Eu amo ela como eu amo minha irmã, como eu amaria uma filha. Eu quero tanto ela bem, puta merda. Eu tô mto dividido, queria que ela fosse diferente. É só... Mas é tão difícil...
Antes fosse só ela o problema. O pai dela me detesta por várias e várias razões. Eu tenho que ouvir as abobrinhas dele toda vez que cogito algo que ele não aprove, além do que ele já critica meu jeito e minhas atitudes. Ele me culpa por tanta coisa que eu nem tenho nada a ver...
Queria nunca ter pedido ela em namoro, gente. Acho que é isso. Sinto falta da minha amiga, e da minha paz de espírito.
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2020.11.08 14:15 AdministrationOne540 Minha esposa não sente vontade de transar... ajuda

Então, estou casado há 6 anos (quase 7) e temos uma filha de 2 anos. Temos um ótimo relacionamento e somos muito felizes juntos.
Desde o início do relacionamento, minha esposa não curte muito falar de sexo ou transar. Ja conversamos muito sobre isso e até fomos numa psicóloga, mas acontece que minha esposa não tem libido mesmo. Na maioria das vezes que transamos, ela goza algumas vezes e depois de um tempo simplesmente "desliga", fica lá imóvel esperando eu terminar o trabalho. Apesar de eu fazer bastante oral nela, ela raramente faz em mim. Ejaculação em outros lugares que não na vagina, nem pensar! Ela é bem travada em relação a sexo (não somos religiosos, caso isso passe pela sua cabeça haha).
Nos conhecemos bastante, já tentamos brinquedinhos e até anal, mas sexo só rola uma ou duas vezes por mês no máximo e com bastante tempo nas preliminares.
O problema é que eu gosto muito de sexo. Muito mesmo, penso em putaria o dia todo e me masturbo quase todos os dias. Sempre tento algo diferente no sexo para que ela se mostre mais animada e interessada. Importante dizer, mesmo gostanto muito e fazendo pouco, nunca traí minha esposa, acho esse o pior crime que alguém pode cometer.
Ela diz que até gosta de transar, mas simplesmente não tem vontade. Não é problema de atração, ela até tem ciúmes de mim e diz que me acha bonito. Ela não tem problemas com lubrificação ou dor, e sempre goza de verdade (da pra sentir ela "piscando" na hora H) quando fazemos sexo. Ela diz que não entende porque eu gosto tanto disso, pra ela é como qualquer outra coisa na vida. Pra mim é especial, é relaxante, é um tesão.
Não tem problema, eu amo ela e não vou forçar ela a fazer algo contra a vontade dela. Em todo esse tempo que estivemos juntos, nunca fizemos nada que ela não estivesse a fim. Quando ela não quer e eu estou muito durasso, espero um tempo, vou no banheiro e uso o pornhub pra me ajudar. Ela sabe disso.
O problema é que eu to cansado da masturbação. Não consigo mais ficar nessa todos os dias. O pior de tudo é saber que minha esposa está ali e não está a fim de transar. Fico pensando que tem algo errado comigo ou com meu corpo. Se ela diz que gosta de transar, porque não tem vontade? Ja fiz um teste um tempo atrás, e se eu não procurar por sexo, ela não procura. Ficamos sem transar quase 3 meses, e o comportamento dela não mudou em nada! Também ja pensei que ela pudesse estar me traindo, mas (eu sei que isso é errado) já clonei as redes sociais e whatsapp dela e não vi nada errado lá. Ela trabalha com os pais dela, todos no escritório são meio parentes e se alguém desconfiasse de alguma coisa, iria me avisar. Sou bastante próximo da família dela.
Preciso da opinião de vocês: o que vocês fariam nessa situação? não sei se quero tomar remédios que baixem minha vontade de transar, e não sei se ela toparia tomar um remédio que a deixe com vontade. Conversas não adiantam, já falamos muito disso e ela simplesmente diz que não tem vontade. Odeio pensar em traição, como dito acima, acho isso horrível, mas nos últimos dias essa ideia tem me passado pela cabeça. Afinal, o que fazer? Como saciar a vontade sexual sem se masturbar e sem sexo com a esposa?
TL;DR: Minha esposa não curte transar e eu penso em putaria o dia todo. Conversar não adianta. O que fazer?
PS* Não penso em terminar o relacionamento. Apesar da falta de sexo, eu amo minha esposa e não imagino minha filha sendo criada longe de mim.
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2020.10.06 12:20 internalerrorfixed Me relataram ser vítima de um estupro e não sei o que fazer

Trabalho em uma farmaçia e parte do meu trabalho consiste em atender fornecedores pelo telefone. Há 27 dias eu atendi uma ligação, sempre bem educado, e a vendedora depois falar o "script" dela, perguntou minha data de nascimento e acabou pedindo meu contato pessoal. Resolvi passar porque não tinha motivos para não fazer. Talvez era alguém querendo algum tipo de ajuda, dúvida, e que ali na hora não queria perguntar ou estava com vergonha. Mas achei muito estranho perguntarem a data de nascimento, nenhum vendedor nunca fez isso.
Quando cheguei em casa lá estava um áudio com uma voz muito mais linda do que eu lembrava no telefone, comecei a conversar só pra saber o que a pessoa queria. Não tinha foto no perfil, sou feio e tenho vergonha de mim mesmo, mas ela queria saber como eu era. Sempre desconfiado, porque não me perguntava nada, não falava do trabalho, só parecia querer conversar mesmo. E eu conversava, escutava, enviei uma foto. Ela sempre mandava foto, vídeo indo caminhar, dirigindo, voltando da igreja, tudo numa boa. Uma pessoa linda, até demais, pra estar interessada em mim.
Continuo desconfiado, vou atrás de redes sociais, vejo que está participando até de concurso de beleza, crio expectativas mesmo sabendo que não tenho nada a oferecer. Lá vi que faltava poucos dias para o aniversário dela, no dia do aniversário dela espero dar meia noite, mando um vídeo todo envergonhado parabenizando ela, tenho problemas de autoestima então fica tudo bem cringe.
Ai ela começa dizer que queria me conhecer pessoalmente, me liga perguntando se pode vim na minha cidade (moramos há 160km de distância mais ou menos), mas estava tudo acontecendo muito rápido, peço pra ter calma, pra irmos nos conhecendo melhor, até porque até esse ponto as conversar eram bem casuais, eu pouco sabia sobre ela.
Ela saiu com a mãe dela pra comemorar, me manda foto e vídeo com a mãe dela, mas depois relata que achou que seriam só elas duas, mas que a mãe chegou com um rapaz e que ela não gostou dele, diz que "ele tá me testando", pergunto que tipo de teste e ela não responde.
Depois ela comenta que estava muito triste e só queria que eu estivesse lá pra poder dar um abraço nela no dia do aniversário, que tinha sido horrível sair com a mãe, que segurou choro a noite toda, que ela só queria me conhecer no dia do aniversário dela mas que parecia que eu não tinha gostado da ideia. Ai eu abaixo a guarda e crio expectativas, passo a conversar de uma forma mais carinhosa.
Pergunto sobre relacionamento e ela diz que terminou há pouco tempo, mas já estava há um tempo querendo terminar, e não dá mais detalhes. Volto a fuçar as redes e descubro que o intervalo entre o fim de um namoro de 2 anos e começar a conversar comigo é menos de 2 semanas. Volto a ficar triste e desconfiado por ser o consolo de alguém que só quer um relacionamento rebote, e que provavelmente depois de ajudar e reerguer essa pessoa, ela vai só virar as costas e voltar pro ex, que é bem mais bonito do que eu. Mas como ela sempre elogiava meu bom humor, minhas boas sacadas, acabo acreditando nessa de que talvez caráter e conteúdo se sobressaia.
Nesse ponto já estávamos conversando há umas 2 semanas, tentando encaixar uma data no final de semana pra nos conhecermos. Marcamos então para 3 de outubro, eu iria na cidade dela, 160km numa CG 150 pra conhecer alguém da internet numa cidade que nunca fui. Conversamos todos os dias por ligação, ligação de vídeo, falando sobre vida, trabalho.
Faltando 5 dias pra data que combinamos, numa ligação, ela me diz que alguém do trabalho dela arrumou alguém pra ela sair e ela aceitou, mesmo sem nunca ter conhecido a pessoa, disse que sentiu nojo, mas saiu. Beleza, racionalmente falando ela está solteira e faz o que quiser da vida, mas sinto uma falta de respeito do caralho fazer isso.
Ai eu comento sobre ela no trabalho, de forma bem rasa, e começam as histórias de pessoas que sumiram, foram roubadas, abusadas nessas de conhecer alguém pela internet. Decido investigar mais. Facebook, instagram, tiktok, facebook de todos os familiares, irmão, tio, primo, prima, mãe. Vejo que já foi casada (encontro um processo de divórcio) e que o requerente em questão foi o ex-marido. Nessa, já vejo que nos últimos 4 anos ela se casou, ficou 2 anos casada, separou, já engatou um namoro de mais 2 anos e menos de 1 mês depois já está me chamando de amor. Isso aos 24 anos de idade.
Desanimo total, decido parar de conversar e puxar assunto, levo muito a sério relacionamento e ela parece só querer aventuras. Sexta, sábado e domingo se passam. Sábado é o dia que eu iria lá. Ela nem questionou se eu iria ou não, parece não fazer muito caso, fico feliz, era o que eu queria, só me afastar e esquecer ela.
Ontem no horário do almoço dela, me manda uma foto com a cara inchada e de choro. Escrevo um texto dizendo pedindo desculpas, falando que tinha investigado a vida dela e dos familiares por medo de ir lá e acontecer alguma coisa, mas que não daria certo, que tenho coisas pra resolver antes na minha vida, mas que gostava dela, desejo sucesso e felicidades, algo pra terminar na amizade mesmo, num clima bom.
Ela responde que gosta da minha sinceridade, mas que nunca tinha pedido pra eu ir lá, e que o motivo do choro dela era algo muito pior que tinha acontecido domingo, que não conseguiu dormir, acordava chorando e gritando e pensou em me ligar, mas que bom que não tinha feito isso porque eu não me importava com ela. Que se eu fosse bom em investigar, que encontrasse quem seguiu, violentou sexualmente e bateu nela.
Ai eu desmontei, dor na barriga, tremedeira, ânsia de vomito, não sabia o que falar, aliás estou sentindo isso agora só de escrever e lembrar. Olhava pra tela do celular e não sabia o que digitar, só pensava nela sozinha em casa podendo fazer alguma besteira.
Eu jamais imaginaria que algo assim tivesse acontecido, mas ai já era tarde, ela só sabia falar que eu não me importava com ela, que era melhor assim mesmo, me afastando, e eu querendo demonstrar que mesmo não querendo um relacionamento, me preocupava sim com a vida de outra pessoa. Começou a falar que está cansada de ser julgada, que antes estava em um relacionamento abusivo, que hora eu era muito legal, mas hora eu julgava ela demais, que não era pra ter pena se nem intenção de conhecer ela eu tinha e que só queria uma amizade sincera.
Pergunto se ela está bem, se está com alguémm, responde que está em casa com medo, sozinha, com medo de ir trabalhar. Pergunto se ela conversou com alguém sobre isso e diz que não, falo pra deixar eu pelo menos escutar ela, que poderia falar o que fosse e eu ia dar suporte para o que precisasse, só que ai ela volta a discutir sobre eu parar de falar com ela, que não tinha motivo pra confiar em mim e que eu não gostava dela.
Confesso que usei de chantagem, que se não falasse comigo eu entraria em contato com a mãe e/ou irmão pra contar aquilo que ela estava me falando pra poderem ajudar ela, que se eu não conseguisse ajudar, iria encontrar alguém que consegue. Meu maior medo nesse momento era dela fazer alguma besteira, suicídio ou me bloquear e sofrer sozinha. Já estava procurando sobre o que fazer numa situação dessas na internet, o que falar, o que fazer, mas é tudo resumido em não culpar a vítima (óbvio, nunca faria isso) e escutar, mas como escutar alguém que não tem mais vontade/confiança de falar com você?
É isso, não sei como/o que/quando/quem falar, se acredito nisso ou não. Só quero o bem dela, mas não sei o que é o certo a se fazer. Jamais me perdoaria de "abandonar" alguém numa situação assim, mas sei que eu não sou a pessoa certa pra ajudar, que a família seria a melhor opção. Preciso de ajuda.

Update: ela disse que conversou com alguém do trabalho e essa pessoa marcou médico pra ela. Elogiei, disse que era bom que ela conseguiu conversar com alguém, e que seria ótimo também ir na delegacia da mulher pra relatar o crime. Enviei o link do CVV - Centro de Valorização da Vida, disse que lá ela teria pessoas mais instruídas pra conversar, de forma totalmente anônima e que iriam ajudar ela se precisasse. Terminei com um "boa noite". Ela respondeu com um "Obrigada" e "Boa noite". Considero minha parte feita, não vou mais mandar mensagem. Sendo verdade a história do estupro, ela agora vai receber ajuda de quem pode ajudar mais do que eu. Sendo mentira, conseguiu estragar um dia da minha vida me sentindo mal e quase vomitando de ansiedade, mas vou sobreviver e ter história pra contar, e até evitar futuros problemas semelhantes.
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2020.09.22 00:15 zerasoviet Ela disse que me ama mas acho que só gosta estritamente de meninas

Correção do título: é "acha", e não "acho"
Olá! Essa é minha primeira vez fazendo um relato no Reddit, peço perdão se o texto ficar confuso e prolixo. Afinal a situação toda tá confusa pra mim também.
Eu estou ficando com uma moça desde março desse ano. Na verdade, quando nos conhecemos, ficamos pouco tempo juntos presencialmente, pois eu tive que ir para a casa dos meus pais no interior nesse contexto de pandemia e isolamento; já que a faculdade paralisou as atividades etc. Ficamos 5 meses afastados conversando praticamente todos os dias, e mesmo longe um do outro criamos uma conexão muito forte e eu me apaixonei completamente por ela. E o melhor de tudo nesse ponto é que foi recíproco, a primeira vez que a gente disse que se ama foi pelo whatsapp haha. Pois bem, na primeira semana de agosto eu voltei temporiamente pra cidade onde moro, exclusivamente por ela. Estávamos totalmente desolados com o fato de que provavelmente só iríamos nos ver em 2021, e sabe-se lá em qual mês. Então conversamos e planejamos minha vinda pra cá com o mínimo de riscos, pensando na redução de danos nessa furada de quarentena; eu moro só e ela mora a 10 min a pé daqui. E desde então foi tudo maravilhoso, passamos esses dois meses juntos matando toda a saudade, e nosso relacionamento estava ótimo em todos os sentidos, eu já considerava confiante que a gente tinha tacitamente começado a namorar.
No entanto, ontem meu mundo desmoronou. Já na hora de ir pra casa, pois tinha que resolver coisas do trabalho, ela disse que me ama, mas acha que gosta estritamente só de meninas. Até então ela achava que era bi, e jurava que isso tava bem resolvido nela. E o mais foda disso pra mim é que ela já namorou por mais de um ano com dois caras. E por mais que eu saiba que isso não tem a ver diretamente comigo, tendo a ficar paranóico com o fato de ter sido na minha vez que ela se tocou de que não gosta de caras. Eu cheguei a dizer isso pra ela, e o que ela respondeu foi que já falou isso pra outro cara, e que quando tá com meninos sente falta das meninas e quando tá com meninas sente falta dos meninos. Ela aparentemente tá bem confusa e frustrada com tudo isso, mas tô com muitas pulgas atrás da orelha. Tipo, como alguém pode amar você mas pelo jeito não sente atração pelo seu gênero ou meio que se cansou temporariamente do seu gênero??? Nesse mesmo dia a gente chorou, eu só consegui dizer pra ela poucas frases, que queria que ela ficasse bem e se resolvesse e que ia doer em mim pra passar mas que passaria. Tempos depois de lágrimas sem nos olharmos e tocarmos, ela veio até mim e me abraçou, a gente deitou abraçados e nos beijamos. Ela disse que não quer ficar longe de mim. Acabou dormindo aqui, dormimos abraçados e hoje de manhã eu cheguei a fazer sexo oral e ela teve um orgasmo. Mas tem uma coisa muito estranha e quebrada entre a gente agora. Eu tô totalmente confuso, sem saber o que fazer, e isso se intensifica porque ela tá me dando informações que acho serem contraditórias entre si. Me pergunto se ela diz que me ama só por dizer, sem ser de verdade. Também me pergunto se ela só me quer por perto pra servir de muleta emocional dela, ou me deixar em stand by enquanto se decide. E olha, eu consigo imaginar o quanto é difícil pra alguém passar por uma crise com sua sexualidade, mas eu não tenho condições nenhuma de ajudar ela, e nem de ser amigo dela. Eu tô quebrado e frustrado.
Provavelmente volto pro interior na semana que vem, e acredito que não vamos nos falar mais. Eu não sei se ela quer conversar comigo mais sobre isso, ela não é do tipo que se abre assim. Mas eu vou tentar uma conversa final pra gente resolver tudo isso.
Enfim, perdão pelo relato longo, mas me sinto um pouco melhor só de ter colocado isso pra fora.
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2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
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2020.08.09 14:16 ImindR Não vejo nada de bom na introversão.

Bom, eu não sei como começar isso aqui mas já digo que não vai ser algo muito fácil de entender, até porque nem eu mesmo me entendo, então, para quem for ler, apenas peço que tente me entender da melhor forma possível.
O motivo desse desabafo é achar alguém ou algo que possa me ajudar a entender o jeito que eu sou para que eu tente de alguma forma melhorar.
Enfim, tenho 17 anos, e a pouco tempo descobri que sou introvetido, isso depois de uma grande e recente lista de pesquisa e testes de personalidades que eu realizei pela internet, eu como minha mãe e irmaõs, sempre achamos que eu só era tímido e anti-social, mas procurei me informar melhor agora devido a uma serie de eventos que me vieram questionar o por que eu sou assim.
Eu sempre me achei bem normal do jeito que eu era, só achava mesmo que eu era tímido e que certos comportamentos viam por causa da timidez em si, não por causa de algo mais abrangente como a introversão.
Para quem está boiando e não sabe o'que estou falando é fácil, pegue todo conceito que você possui de extrovertido (que é uma palavra que conhecem bem diferente do introvertido) e inverte, bom, é basicamente isso, introversão consiste em viver mais dentro do que fora, pensando mais do que falando, planejando mais do que fazendo, sobrevivendo mais do que vivendo.
Muitos dizem que possui inúmeras vantagens em ser introvertido, que pessoas assim mudaram o mundo, e, realmente mudaram, eu não nego isso isso de jeito nenhum, porém essas pessoas tinham um grande diferencial de mim, o fato de eles se aceitarem do jeito que eram.
Eu após ler todo conceito de introversão e ver que simplesmente todo comportamento, ações, reações se aplicavam totalmente ao que eu era, eu entrei num estagio da minha vida que eu não sei mais quem eu sou, não sei o'que devo fazer, não sei a quem recorrer, e isso só anda me trazendo duvidas que estão aos poucos me matando.
Eu não entendo nenhuma das vantagens que dizem que possuem os introvertidos, como uma verdadeira vantagem, para mim são apenas tentativa das pessoas transformarem um comportamento totalmente generico em algo que pareça uma grande vantagem quando na verdade qualquer pessoa pode ser aquilo se ela realmente quiser, um bom exemplo disso é quando dizem que introvertidos são bons ouvintes, e sim, nos realmente somos, mas não por que nos vamos te ouvir e ter realmente algo importante a dizer, mas sim por que a maioria de nós simplesmente ou não diz nada após ouvir alguém falando, ou estão muito ocupados pensando no que dizer que não percebem o tempo passando e no final acabam que não dizem nada, que é o meu caso.
Eu desenvolvi depressão por conta desse comportamento introvertido, sofri bulliyng, perdi amizades, chances de ter algum relacionamento, e diversas outras coisas.
E isso, além de muitas outras coisas só dificultam mais o meu dia-dia, aqui vai uma lista das minhas maiores dificuldades:
- Eu me importo demais com o'que acham de mim e isso me limita a ser quem eu sou, por isso sou muito mais aberto na internet do que fora dela.
- Tenho extrema dificuldade em me expressar, muitas vezes tenho dificuldade até em dizer "eu te amo" para alguém que realmente amo por medo de parecer estranho, até enquanto escrevo isso sinto que não estou me expressando da maneira certa.
- Eu não sei usar muito bem as palavras e muitas das vezes em me embolo na hora de me expressar, por isso acabo planejando o'que dizer, o'que muitas vezes da errado pois isso não passa de uma tentativa de tentar controlar o'que vai acontecer e como as pessoas vão reagir, e bom, todos inclusive eu, sabemos que isso é impossivel e mesmo sendo totalmente coinsciente disso, eu continuando planejando o'que falar em TODOS os tipos de situações para não me embolar no que digo e a pessoa me entender errado.
- Eu não sei manter uma conversa, sinto que simplesmente tudo o'que digo é vago e não deixa espaço paras as pessoas responderem, por mais que o'que eu diga as vezes seja engraçado é sempre vago, a pessoa ri e pronto, resumindo, sinto que não tenho papo pra manter algo fluido com alguém.
- Me sinto burro, não só em matérias escolares, mas também na forma de lidar com situações que muitas vezes são TOTALMENTE normais.
Isso são apenas descrições bem vagas de minhas maiores dificuldades e bom isso tudo se aplica a certas coisas que andam acontecendo na minha vida.
Um bom exemplo é uma garota que conheci do Ceara, conheci ela de uma maneira bem estranha mas enfim, essa garota é a causa de umas das minhas maiores duvidas internas ultimamente pois, é o tipo de pessoa extremamente extrovertida, o oposto total de mim, e bom, o'que eu tenho com ela é basicamente, eu gosto dela e ela de mim (sim, ela gosta de mim, mesmo eu tendo dado essa triste descrição sobre mim anteriormente), e bom essa garota, desde que eu falei isso pra ela, e ela pra mim, ela tem me ligado todos os dias desde 2 de abril que foi o dia que eu a disse isso e ela me disse que era reciproco, o problema nisso tudo é a insegurança que eu SEMPRE tenho antes de atender a ligação dela, eu sempre tento planejar o meu dia todo, pois eu não dizer não pra ela, e ela quer muitas vezes me ligar o dia todo, então invento desculpas pra tentar minimizar isso, mas mesmo assim eu passo muitas vezes, 5, 6 horas falando com ela.
E bom, eu não sei por que ela ainda me liga, eu fico calado 50% do tempo por que eu simplesmente não sei conversar, eu não sei falar sobre o dia, minha vida não tem nada de muito interessante no passado por conta da introversão, eu tenho muita sorte que ela fala muito e as vezes eu acho algo pra falar no meio de tanta coisa.
Muitas vezes eu só queria entender o por que eu ser assim, eu não sei se é algo genetico, se é alguma doença que eu ainda não descobri, mas, em tudo que eu faço que seja contra a introversão, como por exemplo, ficar perto das pessoas, é como se minha mente jogasse contra mim, eu me sinto extremamente exausto, eu quero estar ali, mas é como se eu também não quisesse, e isso é uma das poucas coisas que me estressam no dia.
Eu tenho medo de não conseguir viver a vida que eu quero por causa da introversão, como vou fazer amigos, como vou me relacionar com alguém, sabe, eu sei que isso não é bem o necessario para se ter sucesso na vida, porém é o'que eu quero, mas a dúvida que eu tenho sobre mim, a merda da dúvida que eu tenho todos os dias quando me olho no espelho, e me pergunto quem eu vou ser naquele dia.
As vezes sinto que sou um livro de 17 páginas e todas elas estão em branco, sinto que sou desinteressante, dificilmente tenho história para contar, e, eu não sei como resolver isso, não sei nem se tem como resolver, só sei que isso já tomou conta da minha vida o suficiente.
Se você leu até aqui e não entendeu, eu te entendo totalmente, só peço que tente um pouco mais, e, se tiver algo para falar, por favor fale, eu sinto que realmente preciso de ajudar seja la de quem for.
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2020.07.24 20:53 jogaforadesabafo Tentando postar novamente

OBS: Eu havia tentando postar isso há um bom tempo, entretanto, por algum motivo foi considerado spam pelos filtros do Reddit e acabou que não consegui conversar sobre isso com ninguém. Estou tentando novamente...
Eu não queria que esse texto ficasse demasiado longo, já que eu estou postando por querer "feedback" e sai o quanto um texto gigante dificulta isso, mas não vai ter jeito. Então vou tentar fazer um tl;dr no inicio para facilitar.
tl;dr: Estou em um relacionamento à distância, planos iniciais eram de que ela viesse para onde estou, pois ela tem a possibilidade de continuar recebendo sem estar trabalhando, além disso a cidade onde vivo é melhor, mais tranquila, mais segura e etc, qualidade de vida. Ainda, aqui tenho uma família unida e que faria tudo por nós (ao contrário de onde ela está onde a família dela é toda distante e cheia de problemas entre si). Ocorre que o mundo da voltas e ela não quer mais vir, quer que eu vá.
Bom, eu vou tentar não dar muitos detalhes para preservar nossas identidades, então algumas coisas podem acabar ficando vagas, mas vou tentar me fazer entender.
Eu tenho um relacionamento a distância com uma pessoa, começou em 2018, nós já nos conhecíamos a muito tempo e nos encontramos e deu no que deu. Nós nos encontrávamos a cada dois meses, mais ou menos, já que moramos em extremos diferentes do país.
Ela tem uma empresa na cidade em que mora (capital do norte do país), a empresa está crescendo bastante e já quando começamos a nos relacionar sabíamos como essa empresa essa promissória. Acontece que, como toda capital e, em especial, como qualquer capital do norte a cidade tem níveis astronômicos de violência, desigualdade e todos os outros problemas que se espera, enquanto isso eu vivo em uma cidade do sul do país que possivelmente esta entre uma das mais desejadas para se viver, com IDH elevado, a uma boa distância da capital (nem muito longe, nem muito perto), boas escolas e etc.
Eu acabei não falando isso antes, mas eu sou um pouco mais jovem que ela, estou me formando agora, entretanto, há de se notar que, apesar de eu estar me formando agora, como a cidade é pequena e eu sempre estive envolvido em estágios, além de ser de uma família mais ou menos conhecida, eu tenho certa facilidade para me inserir no mercado de trabalho daqui. Na verdade, eu estou em um estágio que está pagando bastante bem, e vou me tornar sócio ao me formar (não é empresa familiar, é fruto de esforço e empenho mesmo).
Enfim, no inicio o plano era de que ela viesse para cá e continuasse recebendo os lucros ou vendesse a parte dela da empresa para abrir outra aqui. Acabou que ficamos com a primeira opção, dado o crescimento da empresa.
O problema é que agora, a poucos dias, ela chegou a conclusão de que não é o momento de abandonar a empresa, pois está crescendo muito e ela acha que não seria certo. Na minha cabeça é o momento perfeito, justamente pela empresa estar crescendo, ela estaria auferindo uma boa renda com o lucro, além da empresa já estar na trilha certa, além do mais eu estaria encaminhado onde estou e teríamos todas as vantagens da cidade com uma boa renda.
Durante o período do nosso relacionamento nós chegamos a ter esse plano de eu ir para lá, mas acabou não dando certo, foi um momento muito complicado da minha vida com perda de um ente muito muito querido, eu estava parando de fumar, um tanto desnorteado e quando cheguei lá tive uma crise de abstinência misturada com a crise existencial e tudo mais e acabei desabafando que eu não queria ficar na cidade dela, que me sentiria inútil já que não conseguiria me inserir no mercado de trabalho, que não via justificativa para nos submetermos a isso por causa de dinheiro (ela ganha bem lá, digamos que como sócia ela ganharia apenas 50% do que ganha agora trabalhando, para mim isso é mais do que o suficiente para vivermos bem aqui), a família dela é completamente distante entre si, desunida, cheia de brigas e problemas, o completo oposto do que teríamos aqui onde vivo agora.
O problema é que novamente ela chegou a conclusão de que não tem jeito, que ela não pode vir, que seria burrice, que não faz sentido. Ela gosta de falar as vezes que "não pode largar tudo por macho", por algum motivo ela acha que se seguir apenas como sócia (ela tem 50% da empresa) ela vai perder algo. Isso me machuca bastante, pois eu não consigo ver isso, não faz o menor sentido, ela sempre vai ter a empresa lá, vai sempre ganhar dinheiro, a empresa vai continuar crescendo do mesmo jeito, ela ainda iria para lá de tempos em tempos para trabalhar e resolver as coisas da empresa. Por um bom tempo o plano era esse e tudo parecia plenamente razoável.
Ainda, se eu for ao invés dela vir é basicamente suicídio da minha carreira profissional, além do que lá eu certamente não conseguiria me inserir no mercado como já estou aqui. Se ela vir para cá segue como sócia e caso aconteça algo e precise voltar não perdeu nada, segue tudo igual como se nada tivesse acontecido.
Ela está decidida. Eu vou ou nós seguimos desse jeito, nos vemos quando dá, até onde o relacionamento aguentar, pois ela acha que para vir definitivamente só daqui 3 ou 5 anos.
Eu não sei lidar com isso. Eu sou perdidamente apaixonado por ela, de verdade, mas eu me sinto encurralado, sem saber o que fazer. Cada vez que eu leio ou ouço ela falar sobre "largar tudo por causa de macho" um pedaço do meu coração é arrancado.
Ela tem um filho de uma relação passada, toda a minha família o adotou, junto comigo, obviamente. A minha cidade seria muito melhor para ele, ele estava realmente empolgado de vir, eu já estava escolhendo escola para ele, enfim...
Se eu for para lá agora eu não sei quando voltaremos. A verdade é que eu sinto que quanto mais o tempo passar, quanto mais a empresa crescer, quanto mais ela ganhar, menos ela vai querer vir. Eu não consigo ver a justificativa disso, de que adianta ter dinheiro e viver em um lugar horrível?
Além do que eu não vou conseguir me inserir no mercado de trabalho de lá, não vou me adaptar a uma cidade como aquela (eu tenho certos travamentos, eu sempre disse que jamais viveria numa cidade dessas, eu não sei lidar com a violência, a distância entre tudo, as pessoas, enfim...). Eu sinto que vou voltar a ser uma criança dependendo da mãe para tudo. Tendo que pedir dinheiro para fazer minhas coisas, sinto que vou estar a merce das vontades dela, sendo obrigado a fazer o que ela quiser.
Ainda por cima vou largar minha carreira onde me encontro, perder a possibilidade da sociedade que mencionei antes e, para ser sincero, perder qualquer projeção aqui, sendo que quando voltarmos é bem improvável que eu vá conseguir me inserir novamente.
Ela diz que eu deveria estudar para concursos enquanto estiver lá, já que teria tempo livre, mas eu não me interesso por nenhum cargo público. Apesar da minha graduação abrir portas para vários, eu pretendia me manter como profissional liberal, sempre foi o que eu quis desde o início da graduação.
Enfim, eu não sei o que fazer, provavelmente ninguém vai responder aqui já que o texto ficou enorme, mas eu queria tentar conversar sobre isso com alguém e é difícil para mim, eu não tenho muitos amigos, sou tímido e não gosto de incomodar eles com essas coisas.
Para completar, ela passou 15 dias comigo agora a pouco tempo e reclamou várias vezes de como estava desperdiçando as férias, já que não estávamos fazendo nada (eu estou trabalhando, não estou de férias e devido a pandemia a maior parte das coisas da cidade está fechada).
Ele teve crises de ciumes por causa da minha cunhada, brigou bastante comigo por N motivos, fica tentando fazer uma espécie de chantagem emocional para que eu vá, mas não aceita nenhum diálogo no sentido dela vir. Fica insistindo o tempo inteiro falando que eu tenho que fazer concurso para cargo X ou Y sendo que nem ao menos há a menor programação para abertura de editais para esses concursos.
tl;dr: Relacionamento à distância, ela viria para a minha cidade, já que é sócia de uma empresa (que manteríamos como investimento e pela segurança dela caso não desse certo), mudou de ideia e quer que eu abandone tudo (não tenho como me ausentar com a segurança que ela teria), vire dono de casa e concurseiro. Não aceita dialogar, tem brigado comigo, reclama que todas as vezes que me visitou foi desperdício das férias que poderia estar viajando para outro lugar. Não sei o que fazer.

Me perdoem pelo texto ridiculamente grande, eu não tenho com quem fazer esses desabafos normalmente.
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2020.07.08 14:56 xDark0x Levei um fora da minha ex que ainda amo

Olá! Então, é minha primeira vez aqui escrevendo, e estou um pouco nervosa pois nunca fiz isso antes, tenho dificuldades em falar sobre o que sinto e tal, mas chegou à um ponto em que realmente preciso desabafar. Vou explicar tudo com datas pra ficar mais fácil. Ultimamente venho passado por uma série de eventos os quais me deixaram muito mal. Tenho uma ex namorada, a primeira e única com quem me comprometi até hoje (tenho 18 anos), em março de 2018 conheci ela através de uma amiga e desde então nos demos muito bem. Desde que a conheci já despertou um interesse e sentimento em mim. Tínhamos várias coisas em comum, gostos musicais, forma de ver o mundo e afins. Logo nos tornamos muito próximas, confiavamos tudo uma na outra e após uma jogada de charme aqui, umas coisinhas românticas ali (kkk) Consegui conquista-la. Isso em junho. Namoramos por 6 meses, muito felizes, mas devido uma interferência da família dela, que ficou sabendo de nós duas por intermédio de uma professora do colégio que conhece a mãe dela, (fdp fofoqueira) tivemos que nos separar. A mãe dela me contatou e com base em ameaças de contar à minha família, me fez confessar nosso relacionamento. Depois que o sangue esfriou e fiquei "mais calma", me senti muito mal, pois senti que à traí, me senti mal por acreditar na mãe dela (que considerando a pessoa que é não merece confiança) que disse não fazer nada com ela se eu falasse tudo. Paramos de nos falar, e como já era dezembro, estavamos de férias e não nos víamos (só tínhamos oportunidade de nos ver na escola). Só no ano seguinte, no primeiro dia de aula consegui contata-la e descobri da forma mais dolorosa possível que não sentia mais nada por mim e me odiava pelo que fiz. Me senti péssima, por ainda à amar e pela situação em si, que não saía da minha cabeça. Tivemos só essa conversa e depois nos distanciamos novamente (por escolha dela). Lá pra junho do ano passado, ela começou a dar sinais de querer voltar a falar comigo, depois de longas conversas sobre esse assunto, finalmente nos entendemos, mas não totalmente da forma como gostaria. Ela disse novamente não me amar mais. Foi doloroso, mesmo já tendo ouvido-a dizer antes. Ela estava passando por momentos terríveis com a família. Não é uma pessoa tão fácil de lidar (a criação ajudou um pouco nisso), então falar com ela naquela época foi bem complicado. Queria ajudá-la mas ela não permitia que eu o fizesse. Arduamente fui conquistando a confiança dela, até que desabafava comigo e eu tentava ajudar da forma como podia. Aos poucos ela foi melhorando e fomos resgatando a amizade e por ainda nutrir sentimentos românticos por ela, as vezes dava umas cantadinhas bobas, mas as vezes sérias também (Claro que não no momento que ela estava fragilizada, mas sim nos de descontração, para deixar bem claro). Em setembro nos aproximamos mais e finalmente consegui com que ela demonstrasse gostar de mim da mesma forma que eu dela. Pouco tempo depois a família novamente descobriu a gente, da mesma forma que da outra vez, mas dessa, eu estava de certa forma mais forte. Bom, consegui conversar com a mãe dela sem demonstrar medo pelo menos. Chegamos à conclusão de que realmente não dava pra ficarmos próximas na escola. e em meio à isso tudo, pedi ela em namoro pela segunda vez. Dessa, não mantinhamos o contato de antes, muito raramente ficávamos juntas, já que ela era de outra turma. mas passando o tempo começamos à relaxar um pouquinho e passar ainda mais tempo juntas, sempre que podíamos, porém com mais cautela. Dessa vez, durou 2 meses e meio, de outubro à metade de janeiro. Ela terminou comigo de novo, não por deixar de sentir, mas eu estava passando por questões pessoais (que até hoje estou lidando, e que me incomoda bastante falar). Como ela além de namorada era minha melhor amiga, falei com ela por mensagem sobre o assunto, e depois de conversar, de um dia inteiro completamente estranho e nós indiferentes, eu por me sentir mal por estar daquele jeito, ela acredito que por não estar acreditando e por lamentar a situação, no fim do dia ela terminou tudo. Foi terrível pra mim, confesso que fiquei com raiva de certa forma, pois queria ela do meu lado para enfrentar aquilo, eu estava apavorada sem saber o que se passava direito na minha cabeça. Mas no fundo, por trás de tanto sentimento ruim, entendia que era direito dela. Era total direito dela decidir onde ficar e até onde pode aguentar também, nunca foi uma relação fácil, e não posso exigir de alguém o que eu faria dentro da relação sendo que somos pessoas diferentes. Ainda mantinhamos contato, mas de forma meio estranha, até que ela começou a demorar muito para responder e por fim, sumir por dois meses. No aniversário dela em maio, fiz um pdf com várias mensagens e desenhos (felizmente sou boa com desenhos) e mandei para o email dela, isso sem muita pretenção, apenas como forma de carinho. Depois de 7 dias me respondeu pedindo desculpas por não ter visto já que não olhava o email (algo totalmente válido pois também não olho hehe) e dizendo que se eu quisesse voltar a manter contato que gostaria. Voltamos a nos falar por outra rede, diferente da que nos falávamos antes, e foi tudo muito bem, ainda demorava para responder, mas não posso cobrar já que deve ter as ocupações dela, assim como tenho as minhas. Embora sempre dê aquele desapontamento e dúvida sobre ser "importante" ou não kkk. E à partir de agora voltamos ao que está acontecendo atualmente. (Estou resumindo o máximo que posso pra não ficar maior do que já está.) Há umas três semanas, em uma conversa casual ela perguntou brincando se eu ainda sentia o mesmo por ela, e eu muito envergonhada disse que sim. No outro dia, acordo com um texto dela (ela gosta muito de escrever) falando sobre amor, sobre estar apaixonada por alguém que sempre atrai ela de volta e por isso quer manter em segredo. Automaticamente me animei e fiquei profundamente feliz, "ela ainda me ama!" Pensei. E dessa vez sem eu mesma ter que correr atrás. Escrevi algo respondendo à ela e mandei uma letra de música que gostava muito pra que ela ouvisse. Ela disse que escreveu aquilo aleatoriamente, mas sabe quando você vê que a verdade não é aquilo que a pessoa diz? Enfim. Foram assim as últimas três semanas, com textos românticos que se encaixam perfeitamente na nossa história, respostas minhas, e mais textos que também mandava pra ela. Ela sempre respondia dizendo que ficaram muito bonitas as coisas que escrevi, e era o mesmo que eu dizia para os dela, obviamente direcionados para uma pessoa, mas que por conta da primeira fala dela de querer "manter em segredo" eu não entrava em detalhes, embora estivesse crente de que eram para mim. Textinho vai textinho vem, perguntei se o que ela escrevia era para alguém (Isso já confiante de mim, mas queria que "confessasse") depois de enrolar um pouco para falar, acabou dizendo e era o nome de outra garota :) Fiquei sem entender nada, não sabia como reagir. Me senti uma idiota por ter imaginado que era pra mim e ao mesmo não entendia como aquilo encaixava tanto em nós e em outra situação. Não conheço a menina, mas aparentemente não à corresponde, enfim. Me senti tão mal, principalmente por ter pensado que as coisas eram pra mim e ter descoberto de uma forma tão brusca. Fui conversar com ela para tentar esclarecer tudo e foi até bem rude ao responder. Disse que não via mais futuro em nós e não queria mais a confusão que era "estar comigo". Isso aconteceu ontem, e até agora não sai da minha cabeça. Dormi pensando nisso da mesma forma que acordei hoje e foi a primeira coisa que veio à cabeça. Não é a primeira vez que acontece situações que me deixam assim, em relação à ela. As vezes parece que estamos em um looping infinito sabe? Pois sempre passamos pelos mesmos momentos, desde os complicados, aos de investidas minhas e a "volta do amor" dela, que é algo que me deixa com muitas dúvidas por dentro, pois poxa, que amor é esse que eu preciso ir atrás? E sinceramente, isso me deixa com tantos questionamentos e angústias, eu realmente à amo, e me sinto uma idiota por isso. Eu odeio me sentir dessa forma sabe? As vezes odeio ser dessa forma. Me sinto idiota por ser tão intensa em ralação aos sentimentos, principalmente numa época em que isso é pouco levado em conta por muita gente. Ocorre um misto de emoções, angústia, tristeza... Por tudo que já aconteceu e pelo que estou sentindo agora. Tenho dúvidas reais sobre nosso fututo, não sei o que pode acontecer conosco, se podemos ficar juntas, ou se realmente estamos fadadas à seguir caminhos diferentes; e isso é uma das coisas que mais me apavora, não saber o que irá acontecer, se esse sentimento por ela vale realmente a pena ou estou apenas perdendo tempo em minha vida, numa coisa que não terá fundamento. Me sinto afogada nesse misto de sensações, sentimentos de amor e tristeza que não sei como fazer passar.
Não sei se alguém vai ler até o final porque realmente ficou enorme kkk, mas de qualquer forma já vale o desabafo. Não tenho ninguém para falar sobre isso
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2020.06.21 20:43 Wooden_Statistician3 Tudo que falo só piora e só queria que voltasse a ser como era antes

Desabafo. Há alguns meses casei, depois de menos de um ano de namoro. Apressado? Com certeza. Mas as circunstâncias meio que pediam. Ela veio de uma família extremamente quebrada e tóxica. Vivia sozinha há alguns anos, dependendo de auxílios de faculdade, parentes que só sabiam reclamar de estar ajudando, etc. Ela tem depressão profunda, e não tinha nem como se tratar.
Quando a conheci ela estava namorando, mas um namoro só de fachada, pois na verdade ele era abusivo e não deixava ela terminar, sob ameças contra a própria vida por parte, e à vida dela por partes de parentes dele. Durante boa parte da sua vida, a chamaram de feia, estranha, etc. Na faculdade as coisas mudaram, e começaram a enxergar a sua beleza, ficou com vários, mas sua auto-estima baixou tanto ao longo da vida que ela aceitou namorar com essa cara, sem nunca de fato querer, e acabou presa nesse relacionamento por mais de 2 anos.
Eu só tive uma namorada, há mais de 10 anos, e um crush forte até alguns anos atrás, o qual acabou em inimizade total. Sempre percebi que não era interessante pra nenhuma garota, na aparência, e nunca tive qualquer desenrolar pra "chegar". Depois de namorar, tomei gosto, e tentava. Porém do meu jeito tímido e, claro, ineficiente. Anos disso me fizeram perceber que não havia porque eu ficar insistindo em "achar alguém", se fosse acontecer seria no dia-a-dia normal, ou quando eu realmente me melhorasse como pessoa. Foquei então na minha educação e no profissional.
Um dia ela, ainda em namoro abusivo, falou comigo pelo Whatsapp, tarde da noite. O meu racional dizia pra eu ir dormir, pois a pessoa responsável e profissional dorme cedo e acordar cedo (ou assim deveria, pelo que dizem). Mas algo me fez querer falar com ela, mesmo que ainda de forma um tanto fria, admito. Papo vai, papo vem. Como parecia ser só uma amizade, eu falei abertamente com ela, inclusive quando ela perguntou de relacionamentos/crushes passados.
Semanas depois, ela termina o namoro e diz que gosta de mim. Pela primeira vez em muitos anos volto a sentir aquilo que senti no primeiro namoro. E ficamos, e namoramos, e tudo foi muito intenso. E então casamos, para que ela pudesse ter acesso ao meu plano de saúde como dependente e tratar, principalmente, da depressão, pois várias noites a vi chorar pelo seu passado que ainda atormenta o seu presente: ela não consegue nem mais estudar e boa parte das tarefas domésticas ficam pra mim. Mas havia tudo pra melhorar, não havia? Infelizmente, tudo mudou um dia.
Ela acordou e disse que sonhou que eu falava que eu achava aquele meu crush forte (Fulana) de alguns anos antes mais bonita que ela. Depois de algumas horas, como se perguntasse algo banal, ela perguntou se achava mesmo. O problema: eu considero a Fulana bonita, mesmo nível, mas o sentimento que existe é pela minha esposa e, obviamente, ela me é "a mais bonita". Mas ela não aceitava esse tipo de resposta, ela queria que eu respondesse de forma crua. Eu, que sempre procuro ser honesto, correspondi. Como considero as duas de mesmo nível, foi difícil. Conseguia lembrar de momentos onde uma estava mais bonita que outra, mas não chegava a "vencer". Uma certeza eu tinha, e continuo tendo, minha esposa tem a maior capacidade, ou seja, consegue ser a mais bonita. Mas ainda assim minha resposta não foi suficiente: ela dizia que eu estava enrolando, com medo de dizer a verdade. Não entendi do que deveria ter medo afinal, pra mim, a resposta mais direta e crua não fazia a menor diferença nos meus sentimentos para com ela. E, se eu estivesse raciocinando direito eu teria percebido a armadilha bem ali na minha frente, mas eu caí nela quando ela novamente exigiu a resposta direta e crua: ou ela ou a Fulana. E eu falei a Fulana.
E, de repente, ela começou a me atacar. Dizendo que eu acho a Fulana "linda e maravilhosa" e ela feia (quando pra mim ambas tão no mesmo nível, e pra mim ela vai ser sempre a mais bonita, pois é ela que eu amo). Que meu sonho era que tivesse dado certo com a Fulana, mas que ela foi o que deu (quando ela, e somente ela, que conseguiu reacender meus sentimentos, mesmo quando tudo dizia que não valia a pena sonhar com isso (afinal ela tinha namorado, etc.). Eu tentava explicar meus sentimentos, mas nada adiantava. A frustração, a angústia tomou conta e então, a raiva. Raiva de como algo que estava morto no passado, voltou pra me assombrar. Raiva de que algo completamente irrelevante no meu presente, e portanto nosso presente, estava ali, destruindo nosso casamento. Pois ela começou a querer ir embora, anular casamento, se separar. E na tentativa de melhorar as coisas, eu sempre piorava. Acabei falando palavras (que pra mim não teria tanto significância se ela dissesse), mas infelizmente pra ela tinha: disse que ela estava sendo "idiota" por insistir tanto nas afirmações desses ataques e desconsiderar completamente o que eu sinto e falava. Só estava tendo "amenizar" a situação, segundo ela. E que no fundo, eu queria alguém """melhor""" que ela.
Isso foi uma tarde. Ela eventualmente parou quando percebeu o quão mal eu estava. E claro que eu estava. A pessoa que eu amo e por quem eu faço tudo, praticamente "inventou" um motivo pra me atacar. E daí que numa análise crua e racional, naquele ponto específico da história, a Fulana havia "vencido" no concurso de beleza entre as duas. Grande bosta. Minha esposa continuava sendo bonita, e pra mim e meu amor, a mais bela. Era ela que realmente havia gostado de mim, era ela que quis casar comigo, era ela que me acompanhava nos filmes de sábado à noite, era ela com eu me via vivendo pra sempre do lado. E de repente, parecia que nada mais disso iria se tornar realidade e por quê? Por algo que nem ao menos mudava o que eu sentia em relação a ela e nunca iria.
Durante o final da noite, eu tentei dormir, mas não conseguia. Tentei assistir vídeos de "como lidar com a pessoa amada em depressão". E ela começou a chorar do meu lado, muito. Larguei o vídeo, abracei-a. E ali as gentes se aceitou novamente. Ou assim parecia, porque poucos minutos depois, ela pergunta, inocentemente, se eu acho minha irmã mais bonita que ela. E o fato é, se eu dissesse que não seria uma bela duma mentira, e mesmo que eu achasse, ela diria que eu estava falando aquilo só pra agradar. E eu, O idiota, achando que estava tudo bem de novo, respondi que sim. E novamente ela começou a me atacar. E POR CAUSA DA MINHA IRMÃ!?
Atualmente eu me considero forte pra aguentar essas coisas, mas não dava mais. Ela quebrou minhas defesas com esses ataques. E tudo que ela me falava soava como "EU TE ODEIO". E eu aceitei esse ódio dela, pois, afinal, ela devia estar certa. Eu sou uma pessoa com 30 anos, aparência ok, mas que não tem amigos e só teve uma namorada antes dela. É óbvio que tinha algum problema, o problema de que eu era detestável. Eu sempre tentei demais ser prestativo e tudo mais, mas quando o assunto são sentimentos eu nunca consegui transmitir isso. Abraço minha mãe quatro vezes ao no: aniversário dela, o meu, dia das mães e natal. Sempre um abraço bem "desengonçado". Eu noto isso, mas sempre foi assim, e eu não sei mudar. Eu sei o que eu sinto, mas minha demonstração é e sempre vai ser insuficiente. E por isso todos ou acabam por me detestar ou se afastar de mim. Mas eu realmente pensei que com ela seria diferente.
Alguns dias se passaram e as coisas até foram melhorando. Até que cai tudo de novo. Ela conta pra uma pessoa, que mal conhece, que eu achava que ela na praia não ficava tão bem quando dentro de casa. Sim, eu havia falado algo do tipo, quando no começo da discussão ela pedia pra eu ser mais direto. Oras, ela tem umas manchas, gordurinhas a mais, etc. do que a fulana. Eu me sinto menos bonito do que um cara que não é assim, mas nem por isso me acho feio, ou ache vou sempre ser inferior. É só eu cuidar disso. E se não cuido, é porque tenho outras prioridades. Da mesma forma com ela. Não acho ela feia, nem menos bonita, só relatei o óbvio. E se ela não quiser cuidar, ou não conseguir cuidar, não é problema pra mim. Eu casei com ela pelo pacote completo. E assim como eu, ela também vai com o tempo perder pontos na aparência. E assim como eu, espero que ela ainda me ame, ainda me ache bonito, com eu continuarei amando ela e achando bonita. Mas não importa eu falar isso. Pois ela quer sempre dizer que tudo isso que eu falo é balela, enrolação, agrados, etc.
Pelo meu jeito detestável de demonstrar sentimento ela perdeu totalmente a confiança nos meu sentimentos, a ponto de nada o que eu falo valer mais. Ou talvez, no fundo, ela espera que eu seja pra sempre tão bonito quando ela acha atualmente, e quando eu não foi mais, ela vai me trocar por alguém que envelheça melhor. Mas se eu falo isso pra ela, ela bate o pé pra dizer que pra ela é completamente diferente, que o sentimento dela é real, mas que o meu? O meu é de mentira, porque assim ela decidiu. E ela ainda diz que eu mereço alguém ""melhor"". Mas o fato é, que ela se estiver certa, o que eu mereço é desaparecer. Pois o meu eu que ela odeia, é o único eu que existe. E se ela não é capaz de amar esse meu eu, e insiste em brigar, está mais que na hora de ela admitir o que está bem na frente dela: ela não me ama. Não mais. Só espero que não tenha sido nunca. Porque pior que ver tudo se destruindo e não poder fazer nada, pois nada do que eu falo impede, pelo contrário, piora, e ficar calado não é opção, então que pelo menos não tenha sido tudo uma mentira.
E hoje ela do nada veio falar que tá com medo de engordar, pois, segundo ela, eu falei que iria querer outra se assim acontecesse. Eu nunca falei isso, assim como nunca falei outras coisas com as quais ela vem me atacando. Mas o pouco que eu digo, se transforma num muito na cabeça dela. Eu não aguento mais. Eu peço pra ela parar, mas ela insiste em, nas palavras delas, "me colocar contra a parede pra botar as verdades pra fora". Mas do que adianta isso, quando ela já decidiu o que é verdade e o que é mentira? Nada, e por isso eu só queria que ela parasse. Que não pelo amor que ela supostamente sente por mim, mas pelo menos em consideração a tudo que eu fiz por ela.
Pois agora eu já não sinto nada. Um nada que não me permite nem ao menos dizer o que sinto por ela. Mas enquanto eu quero acreditar que ainda amo ela, ela insiste. Eu novamente pedi pra ela parar, e afirmei que não sei mais se gosto dela, mas que se ela realmente me ama, ela tinha que parar, e me deixar sentir novamente. Mas meu medo é que ela continue (ela está passeando com uma amiga nesse momento), pois se ela continuar o pior vai acontecer. O amor vai virar ódio. A vida vai virar morte. Figurativamente (apesar de temer, e muito, que aconteça literalmente para ela).
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2020.04.15 16:09 zllyumil Não consigo ter uma relação com um cara que já me magoou muito


Por volta de 2018 eu tive um belo casinho com um garoto. Vou contar toda a história, então pegue sua pipoca, um cházinho e vamos nessa.
Eu conheci ele pois minha amiga tinha um "crush" nele, mas ela tem crush em meio mundo, e um dia ela humilhou ele, então eles pararam de se falar. Nisso, ele me chamou no Facebook e começamos a conversar. Nossas ideias bateram logo de cara, e em pouco tempo estávamos naquela nojeira e melosidade de casal. Quando eu contei pra minha amiga, ela ficou super puta comigo e começou a me tratar mal, sendo que ela nem gostava dele, tava ficando com outros caras etc, então eu não contei das vezes que sai com ele (e cheguei atrasada na escola). Muitas das vezes ele furava comigo, e eu ficava esperando ele igual uma idiota. Mesmo assim, como encontrava ele antes da escola, não tínhamos muito tempo pra ficar (em média só uns 45 min). Nisso, essa minha amiga tinha uma prima, que coincidentemente começou a falar com ele, e eles ficavam trocando ideias, e a minha amiga vinha sempre falar tudo pra mim (não sei se pra me alertar ou se pra causar discordia) e eu não sabia em quem confiar, e quando perguntava pra ele, dizia que era mentira ou falava que ia parar de falar com ela. Eu estava ficando doida com essa história. Passou um tempo, e chegou meu aniversário, e eu só convidei ele (que me deu um bolo, mas não literalmente), ele não foi, ent passei meu aniversário sozinha. Ele continuou com a relação dele com a prima da minha amiga, então eu coloquei ele contra a parede e falei que ou ele conhecia minha mãe ou acabava tudo entre nós. Obviamente, acabou tudo kkkkkkkk. Fora isso, ele me tratou bem mal, depois que paramos de nos falar ele chegou a falar mal de mim para outras garotas, que eu tinha o cabelo feio, (pois usava um pixel/joãozinho) e coisas do gênero)
Bom, voltamos a nos falar de novo, eu tinha acabado de terminar um relacionamento e ele me ajudou muito, quer dizer, ele tenta me ajudar, diz que gosta muito de mim, que sou muito importante pra ele, e que quer tentar um relacionamento comigo. Ele realmente mudou, e eu sinto isso na indole dele, mas eu simplesmente não consigo esquecer o que ele fez ou perdoar, pois isso me magoou muito na época e eu desenvolvi muitos traumas, e mudei muito dps disso (até digo pra ele que não sou mais aquela menina bobinha q se apaixonou por ele).
Não consigo mais sentir mais sentimento algum por ele, mas não ignoro ele ou bloqueio, simplesmente trato ele de maneira fria e esquiva. Eu sinto que estou de certa forma iludindo ele, mas já falei pra ele que se não gostar das minhas atitudes, é só me ignorar, pq não quero nada com ele, mas ele continua insistindo falando que me ama e não sabe porque
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2020.02.10 18:27 Zarvinus Jovem stalker apaixonado platonicamente há 4 anos por uma garota clama por ajuda

Olá sub, resolvi postar isso aqui porque eu nunca contei isso para ninguém e acho que seria bom me abrir um pouco, mesmo que para estranhos :) (tem tl;dr no final)
Tudo começou em 2016, era metade do ano, quando chegou uma menina nova na escola que eu acabei conhecendo na fila do lanche e que me deu um sorrisinho, ela era muito linda em todos os aspectos e eu até pensei comigo mesmo: ''será que eu vou conseguir namorar alguém assim algum dia?''. Enfim, com o passar dos meses, eu, como um bom Dom Juan, não fiz nada. A moça citada claramente demonstrava algum interesse por mim, sempre ficava me olhando e mordendo a boca quando me via e eu só demonstrava desinteresse por covardia mesmo. O ano estava acabando, eu consegui mandar um ''oi'' para ela no último dia de aula e depois disso eu nunca mais a encontrei pessoalmente, já que ela foi fazer faculdade e eu estava começando o EM.
A história poderia ter acabado aí, mais um romance adolescente que não deu em nada, mas o edgelord solitário aqui ficou tão feliz por ter recebido atenção da garota mais linda do colégio (pior que não é exagero, todo mundo era maluco por ela e até hoje é assim) que ele não podia simplesmente dar um ponto final no processo.
Eu encontrei os perfis dela nas redes sociais, que vai do Facebook até algumas mídias sociais mais obscuras do início da década que ninguém usa ou conhece. Fiquei monitorando a vida dela por tempão e posso afirmar que eu posso até escrever uma biografia falando sobre os principais pontos que ela viveu.
Em 2017, ela arranjou um namorado e eu acabei ficando bem abalado com aquilo porque eu acreditava que ainda era possível ficar com ela (como? eu não sei, só o eu daquela época sabe agora), fucei o Face do cara ao mesmo tempo que eu olhava para o do dela, sei quase tudo sobre a vida e circulo sociais dos dois (vocês sabem como o pessoal gosta de compartilhar as coisas pelas redes), eles viviam mandando posts que estavam relacionados com o momento que eles se encontravam no público mesmo, então ficava bem fácil deduzir o que se passava no relacionamento do casal mencionado. Isso foi até metade de 2018, os dois terminaram e eu senti um misto de emoções, eu fiquei um pouco feliz por aquilo ter acontecido, mas triste por saber que eu perdia tempo stalkeando e desejando fim de uma relação de pessoas que eu nem conhecia direito.
Pouco tempo depois ela achou outra pessoa (tive o mesmo abalo de 2017), esse durou bem pouco, uns dois meses mais ou menos, e foi o mesmo procedimento do outro sujeito de cima, só que nesse caso os dois eram mais conectados pelo Twitter.
O reveillon estava chegando e eu estava passando as minhas maravilhosas férias dentro de casa perdendo tempo na internet e, como de costume, trabalhando incessantemente no estudo da vida alheia no que se refere, principalmente, na minha jovem donzela, até o momento em que olhando os stories da moça e percebi que ela estava com um namorado novo (choque de 2017, o retorno), ela postou imagens e gifs mostrando as viagens deles. Passou-se um tempo, a minha rotina de stalker continuava a mesma e a dela de compartilhar os detalhes da sua vida também. Entretanto, eu iniciei o abandono desse costume nessa época. Já teve momentos em que eu tentei escapar disso, mas era muito difícil porque era quase como drogas, tendo crise de abstinência e tudo mais. Só que o senhor aqui já estava ficando de saco cheio desse troço, e acabei notando que isso estava caminhando para outro patamar, porque teve minutos que eu olhava para uma dobra no tecido da cortina ou observava os desenhos de um azulejo e via o rosto dela (esquizofrenia intensified).
Hoje em dia eu já diminui esses problemas, tanto as minha vigias diária tanto as minhas ''alucinações'', mas ainda me pego vendo as coisas dela ficando mal por causa disso. Não estou pedindo exatamente por dicas ou ajudas (o título foi meio clickbait mesmo), só que se você tiver alguma pode mandar aí embaixo. Acho que a melhor ajuda que algum indivíduo pode me dar deve vir de mim mesmo. Ora, fui eu que tive a determinação para ficar seguindo os outros, mas que não teve o suficiente para chegar em alguém e dizer um simples: ''olá, qual é o seu nome, quer sair para lanchar''. Admitir os próprios erros é uma maneira de sair do buraco e, como eu falei logo no começo do texto, essas informações nunca saíram de dentro de mim. Alias, se alguém tiver alguma história parecida pode nos informar também, aqui todo mundo é anônimo mesmo.
Só para fechar (juro que está acabando), teve uma vez que foi o maior sinal que esse relacionamento que sempre quis ter com ela nunca ia acontecer de fato. Um pouco depois dela ter terminado com o primeiro namorado dela e antes do segundo chegar (meados de 2018), eu resolvi mandar algumas mensagens para ela e tentar alguma coisa. Ela não reconheceu de primeira, mesmo eu contando tudo o que se passou na escola, ela não conseguia se lembrar. O estalo na memória só aconteceu quando eu mandei uma foto minha (sim, eu fiz besteira) para ela, que mandou mensagens bem simpáticas dizendo que me reconheceu e que ficou feliz em me rever. Fiquei bem alegre e já imaginei milhares de situações onde nós ficávamos juntos, íamos ao shopping, passaríamos um tempo agarrados na cama e mais algumas fantasias de nerd fracassado. Aconteceu que falei para ela que eu também estava feliz, e disse que vi o curso que ela resolveu fazer nos status do Face e questionei sobre o que ele fazia, mas adivinha só? eu fiquei esperando ela responder, e só depois de um mês que eu admiti que ela nunca mais ia responder mesmo.
tl;dr: É o que o titulo diz, fique monitorando a vida de uma menina que vi no ensino médio por quatro anos e só estou admitindo isso melhor agora.
ps.: não sei se alguém vai falar isso, mas isso não é fanfic.
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2019.12.01 03:57 LeeVanDoski Eu realmente não sei bem no que acreditar

Eu comecei a gostar de uma colega de classe na metade desse ano , durante um bom tempo esse sentimento pareceu mútuo. Gostávamos de conversar seja na sala ou pelo Whatsapp todo dia, sentíamos saudades de um do outro quando ficávamos sem se ver,ajudávamos e confortávamos um ao outro em momentos ruins e etc, coisas que vc normalmente faz com alguém que gosta.
Em uma aula a professoras disse que nós estaríamos perto de um namoro e essa minha colega acabou entrando na brincadeira e os nossos amigos também depois de um tempo, eu não minto, sou uma pessoa bem tímida e ficava sem reação quando isso acontecia, era uma coisa que um nunca tinha experimentado antes. Isso cessou depois de um tempo, mas os amigos dela ainda continuavam na brincadeira, mas nada que prejudicasse o relacionamento, com o tempo se tornamos mais íntimos. No intervalo de uma aula eu faço ela rir e ela diz '' obrigado por existir''. Foi ai que eu me apaixonei de fato, foi a coisa mais bonita e doce que alguém tinha me falado na vida ( É importante dizer que eu e ela nunca tinhamos namorado ou tido qualquer experiência amorosa na vida).
Um dia ela me fez rir pra caramba e eu no impulso soltei um ''Te amo'', e para minha surpresa ela respondeu ''Tambem te amo'', ficamos sem reação por uns segundos e agora? Bem... nada aconteceu. Entrei em uns problemas pessoais e familiares, sempre tive Transtornos de Ansiedade e iria ficar uns dias sem ver ela, essa dualidade '' ela quer ser ou não minha namorada'' estava se somando a todos os outros problemas e decidi perguntar pra ela por Whatsapp se ela gostava de mim, ela disse que me achava um excelente amigo é só e pediu desculpas por ter deixado algo a entender. Foi um choque de fato, não foi fácil de engolir, parecia que eu tinha sido traído por alguém que admirava.
A gente voltou a conversar de novo, como se nada tivesse acontecido, mas as coisas não são as mesmas, tem uma sensação estranha que está me sulfocando, às vezes rezo para ela não ir para a aula assim eu pelo menos tenho um conforto. Ela começou a conversar mais com meus outros amigos e eu comecei a me afastar um pouco, aquela barreira que foi quebrada foi reconstruída, às vezes cruzamos olhares à distancia num desconforto óbvio, porém as amigas dela ficavam naquela brincadeira de namorados, provando que ela não teria falado sobre a conversa para ninguém.
Eu não sei como me sentir nessa situação, me sinto enganado, tudo que era real pareceu uma grande mentira, perdi o amor da minha vida e o pior disso é que me sinto idiota de acreditar que ela não foi sincera , parece que estou ignorando a verdade. Sinto que devo conversar com ela, mas tenho medo de me machucar ainda mais, porém, essa sensação vai continuar me perseguindo, minha consulta com psicóloga é so ano que vem, se eu continuar reprimindo isso como fiz com todos os meus outros sentimentos sinto que isso vai me matar até o final do ano. Devo insistir ou desistir?
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2019.11.15 08:06 FabiMonster Ela me traiu (texto longo)

Tinha feito um post com o mesmo título mas não expliquei direito o ocorrido. Para falar a verdade, eu só quero desafabar o meu relacionamento.
Logo de início já quero deixa claro que eu e ela webnamoramos (guarde para sí sua desesperança sobre se dar certo ou não).
Quero dizer tbm que eu já a traí(mandei nude para outra mina) no início do namoro... me arrependo MUITO disso, não é do meu caráter tal atitude, senti minha alma suja... tive vergonha de olhar para o céu, pro cara que tanto pedi que desse certo meu relacionamento.
Daí dps de 6/7 meses, não consegui mais guardar meu arrependimento para mim mesmo, aí EU MESMO Contei o que fiz para ela. Nesses 6/7 meses, eu foi vê-la duas vezes, passei uma semana com ela (webnamoro não dá certo p quem não tem esperança).
Quando contei a verdade, dps de um tempo (dias) ela me perdoou, pq ela me amava muito mesmo, como eu até hoje a amo mais que tudo, e vacilei com ela... se eu tivesse contado o que fiz antes de eu vê-la duas vezes, Com certeza ela teria terminado comigo. Tbm Não contei antes pq eu tinha de verdade planos de vida com ela, ela é o amor da minha vida.
Tive que estar presente (em ligações) 100% com ela, não queria que sofresse sozinha, eu tbm sofria com isso. Tbm queria que confiasse em mim novamente. E consegui isso.
Eu a traí uma única vez, sem pensar... mas nem fudendo, de verdade do fundo do meu coração eu nunca faria denovo o que fiz, nem com ela e nem com mais ninguém.
Isso tudo só foi para contextualizar
O título por sí só é auto explicativo sobre o que aconteceu comigo...
Ela beijou um cara da escola dela... que meses atrás me disse que tinha conhecido ele por uma amiga, sendo que essa amiga gosta dele, ela disse(essa semana) que começou a gosta dele um pouco quando se conheceram, mas não aconteceu nada, pq ela namorava cmg. Ele acabou se declarando para ela por ligação (essa parte ela me disse). O que eu poderia fazer? Eu estava a 380km prar tirar a bola toda(socar a cara dele) desse fdp.
Isso tudo meses atrás.
Essa semana, ela me contou que beijou (selinho diz ela) ele no mês passado. Ela dizia que não gostava dele, que não ligava para ele, pq a amiga dela já gostava dele, pq ela me amava muito.
De certa maneira, eu já esperava por isso, não com ele, mas a traição. Pq eu e ela (principalmente eu) se provocava muito com nudes, estávamos com muitas saudades de beijar um ao outro, do toque do outro, de nos se reencontrarmos, falávamos muito sobre fazer sexo intenso (não tínhamos feito antes maa fazíamos websexo kdjd) Tínhamos e temos muita atração um pelo outro. Ela é muito sensível, muito emocional. E toda essa atração/desejo se explodiu e ela não se controlou. Fez sem pensar na merda que fizera.
Ela disse que nenhum sentimento por mim tinha mudado, fala que me ama muito mesmo e quem ama não traí (ela própria falou isso) e que estava arrependida. Disse que se odiava por ter feito isso.
Para ser sincero de verdade, isso deveria ter acontecido, NÃO A TRAIÇÃO, mas algo que levasse a gente para baixo, algo muito difícil de se lidar, para testar se nos amávamos de verdade, nosso relacionamento não estava bem antes de ela fazer isso, a gente tinha dado um tempo, um tempo para com a gente mesmo, não era pra ficar nem trair ninguém.
Eu decidi continuar o relacionamento, eu a perdoei da mesma forma que ela tinha feito cmg, mas não por obrigação, eu queria perdoa lá, meu amor por ela é muito grande. Decidi continuar, mas com uma dor no coração, só quem foi traído sabe quanto doí, estava machucado, com medo. Ela me jurou muito que não aconteceria novamente. Eu avisei para ela, se acontecer novamente ou se ela gostasse de alguém mesmo se fosse por um seg se quer, ela me contaria daí eu terminaria com ela e tudo que a gente passou foi único.
Diferente do que aconteceu antes, que eu estava sempre do lado dela, para dividir a dor e o sofrimento que ela sentia pelo que eu tinha feito. Agora é eu que estou sofrendo para esquecer e superar isso. Mas ela não está comigo, ela começou a trabalhar (por um certo tempo) e todo o tempo que tínhamos junta se foi, de manhã ela vai p escola e de tarde vai trabalhar e só chega 01:01/01:30 da manhã. Agora só resta eu e minha mente falando merda para mim.
Eu e ela temos muito em comum, até cometemos os mesmos erros...
Poderem me chamar de corno, eu não ligo.
Com o meu coração em paz eu digo:
Eu acredito muito na gente.
Bye
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2019.10.13 05:00 altovaliriano [PERSONAGENS] Arianne Martell

Em O Festim dos Corvos, Arianne Martell é desde logo apresentada como uma jogadora que está disposta a assumir grandes riscos. No segundo capítulo de núcleo dornês da saga, já vimos o evidente contraste entre a cautela de seu pai e seu comportamento arrojado.
Porém, os planos de Arianne se mostram fúteis diante da capilarização do poder de Doran. O Príncipe mostra ser um jogador experiente: ele chega antes, com mais homens, faz bom uso do elemento surpresa e não deixa muito para o acaso (apesar de que o que deixou ao acaso quase custou a vida de Myrcella, como ele admite). Doran sabe como quebrar Arianne, enquanto adversária. Mas nunca soube como compreendê-la como filha, tampouco lhe dar utilidade como aliada. E este desconcerto quase leva Dorne a uma guerra simultaneamente interna e externa.
Contando com os capítulos liberados de Ventos do Inverno, Arianne só aparece em 7 capítulos, dos quais é POV em apenas 4. Muito pouco para se esperar que haja material para traçar paralelos com personalidade históricas do mundo real. Contudo, há elementos para comparar sua jornada a fábulas de nosso mundo e a personalidades da história do mundo dela.
Para tanto, vamos examinar sua condição humana, seu despertar para a maturidade e seu futuro.
ARIANNE, O ANIMAL HUMANO
Pouco realmente se sabe sobre a infância de Arianne. A lembrança mais antiga da filha de Doran e Mellario remete ao tempo em que era uma criança rechonchuda e de peito liso e rezava aos deuses para ser bela quando crescesse (TWOW, Arianne I). Essa memória revela o quão significativo para Arianne era a beleza, algo que mais tarde viria a se tornar sua ferramenta mais amplamente explorada.
Fora isso, sabemos apenas detalhes vagos, como que ela tinha uma boa relação com Doran ("A garotinha que costumava correr para mim quando esfolava o joelho") e passou muitos anos da infância nos Jardins de Água. Contudo, uma vez que o relacionamento de seus pais deve ao menos ter tido um início auspicioso, Arianne provavelmente foi a única filha a presenciar os bons anos de relacionamento entre Doran e Mellario.
Não sabemos ao cero quando os problemas começaram, mas sabemos que eles atingiram um pico quando Quentyn foi usado como moeda de troca com os Yronwood pelos problemas que Oberyn havia causado. Também não sabemos quando isso aconteceu, mas, uma vez que Quentyn nasceu em 281 e sua partida se deu quando ele era "muito jovem", não deve ter ocorrido quando Arianne tinha mais de 10 anos de idade (ou seja, no máximo, 286 dC) e, segundo ela, isso foi determinante para que nunca fosse próxima do irmão.
Quando Arianne tinha 11 anos (287 dC), seu irmão Trystane nasceu. A diferença de idade é a justificativa que Arianne usa para justificar sua falta de intimidade com Trystane. Porém, deve ser lembrado que algum tempo depois, novamente a relação de seu pai e sua mãe chegou a outro ponto extremo e Mellario voltou para Norvos. Ainda que não saibamos quando isso ocorreu, é difícil de acreditar que isto tenha ocorrido antes que Arianne, ao 14 anos (290 dC), descobrisse a carta de Doran a Quentyn que fez com que suas relações com seu pai deteriorassem.
Arianne, portanto, era uma filha de pais divorciados. E Trystane, uma criança, não era a pessoa indicada para lhe amparar. Na verdade, Arianne buscava apoio nas primas, as serpentes de areia, todas elas mulheres criadas longe de suas mães, e nos amigos de infância, em especial Garin, cuja mãe foi ama-de-leite de Arianne. Assim, são pessoas unidades pelo tema da maternidade.
Não fossem os dorneses famosos por seu comportamento impulsivo e sexualizado, seria fácil atribuir as travessuras de infância e adolescência de Arianne e cia à desestabilização do núcleo familiar. Ainda assim, quando ficamos sabendo que certa vez a filha de Doran e as Serpentes de Areia foram tão longe quanto cruzar o rio Vago para fazer uma visita da melhor amiga de Arianne, Tyene Sand. Literalmente, um jornada em busca da mãe.
Ainda assim, Mellario não pode ser considerada um influência na vida de Arianne. O impacto que ela causou na garota foi tê-la deixado, assim como Arianne deve ter se sentido preterida pelo pai quando descobriu a carta a Quentyn. A pessoa que detinha a admiração era seu tio Oberyn, por quem nutria uma paixonite (segundo informações do aplicativo oficial para celular, uma fonte semi-canônica). Para os dorneses, comparados a Oberyn, seu pai e sua mãe não poderiam ser chamados de pessoas fortes.
Talvez desse complexo paterno por Oberyn que Arianne tenha desenvolvido uma personalidade mais parecida com a das Serpentes de Areia do que a dos outros Martell. Não sendo uma guerreira, não poderia ser parecida com Nymeria ou Obara, mas Arianne acaba por desenvolver uma personalidade gêmea à de Tyene, que usa de uma aparência de ingenuidade para disfarçar maquinações ferozes.
A sedução e a beleza são as ferramentas de Arianne, no lugar da violência. Ela rezou muito para que fosse bela porque provavelmente entendia o que isso representava. Como Arianne reconhecidamente tem um fraco para garotos bonitos, maus e perigosos (TWOW, Arianne I) - provavelmente em decorrência de sua atração por Oberyn, o ícone das Serpentes de Areia -, ela sabia que a beleza e a sedução era o atiçador com que puxaria as brasas para si.
Mas a beleza e a sedução tem se mostrado armas vazias em sua mão, pois seus planos são mais calcados em fantasia do que em observação. Isso ficou demonstrado com o fiasco de seus planos de coroar Myrcella. Por outro lado, agora que Arianne conhece as intenções e planos de seu pai, sua natureza impulsiva Oberynesca não garante que ela esteja a salvo da morte, tal qual Oberyn não estava.
ARIANNE, A BELEZA ADORMECIDA
Antes de sua conspiração falhar e começar a cooperar com seu pai, Arianne desconhecia as consequências de sua impulsividade e seu fraco por homens bonitos. Não estava com os olhos abertos, era uma beleza adormecida. Ela, a princesa, foi aprisionada em uma torre e ficou à espera de quem viesse enfrentar seu carcereiro. Mas ningúem veio. E o único príncipe que fez seu resgate foi o próprio Príncipe de Dorne, para ruína das ilusões que ela alimentava.
As ligações de Arianne com a figura de Bela Adormecida e com a trope da Donzela em Apuros são evidentes não só em sua trama atual. Arianne já demonstrava essa propensão em sua história pregressa, especificamente na sua primeira visita à Pedramarela, durante a qual, enquanto Tyene aprendia a extrair veneno de cobras e Sarella revirava o local com curiosidade, Arianne sonhava com um cavaleiro que a raptara para usá-la. Em outras palavras, Arianne fantasiva com paixões ardentes em um ninho de cobras, literalmente.
O seu retorno é ainda mais significativo. Arianne estava tão adormecida que trouxe uma conspiração que quereria extrema confiança recíproca para um ninho de cobras, tanto literal quanto metafórico. No final, ela não ter certeza de quem a denunciou demonstra o quão pouco Arianne sabia daquelas pessoas sobre quem ela depositava imensa grande confiança. Nem o fato de o perigoso Sor Gerold Dayne estar no grupo é suficiente para que ela ponha a mão no fogo por seus amigos.
O nome que o conto da Bela Adormecida recebeu em alemão foi Dornröschen, em que Dorn significa "espinho, espinheiro, urze" e röschen seria "rosa, flor", em razão da floresta de espinheiros que tomam o reino quando a princesa adormece. Há também oito fadas madrinhas (como as oito Serpentes de Areia), mas isso é só uma curiosidade.
Arianne desconhece que está dormindo em meios aos espinhos dorneses, algo que Doran parece conhecer há muito. Porém, talvez o conhecimento de Doran lhe tenha sido passado por sua mãe, a antiga Princesa de Dorne, tornando Doran o responsável pelo comportamento de Arianne, com quem ele está em dívida.
De fato, Arianne levanta 5 motivos para justificar sua conspiração contra seu pai, todos eles muito justificados diante do desconhecimento dos planos de Doran:
  1. Doran propôs que ela casasse com homens velhos e desdentados (quando sabemos ela tem um fraco por rapazes bonitos - e nós vimos este tipo de coisa terminar mal com Lysa Tully, por exemplo);
  2. Doran não passou a ela nenhum poder, liderança ou cargo quando ele se mudou para os Jardins de Água, só a deixou a cargo de recepções e festins (querendo certamente transmitir uma aparência de normalidade, mas sem saber estava enfiando o dedo na ferida aberta com a descoberta da carta a Quentyn por Arianne);
  3. Doran convocava Oberyn a cada quinze dias, mas Arianne apenas uma vez por semestre;
  4. A carta de Doran para Quentyn que dizia “um dia sentará onde me sento e governará todo o Dorne, e um governante deve ser forte de mente e de corpo(o que diretamente usurpava seu direito e indiretamente a chamava de fraca);
  5. Quentyn foi enviado a Essos sob disfarce com cinco companheiros de importância simultaneamente à Companhia Dourada quebrar o contrato com Myr.
As intenções de seu pai não foram apreendidas não por completa ausência de educação política. Areo Hotah lembra-se de ter ouvido Doran ensinar a Arianne que "o silêncio é amigo de um príncipe" e que "as palavras são como flechas, Arianne. Depois de disparadas, não podem ser chamadas de volta. Mas, devido a complexidade de seus planos, Doran depende de que as peças do seu jogo obedeçam sem questionar, o que também é fantasioso de sua parte. Em outras palavras, Doran também fantasiou que estava sendo transparente com Arianne.
Por motivos que já explicamos, Arianne já deveria se sentir abandonada e Doran por em ação planos que pareciam confluir para roubar seus direitos hereditários deve ter colocado Arianne contra a parede. Mas, se Arianne já conhecia a carta desde os 14 anos, por que levou quase 1 década para agir? Por que a morte de Oberyn tornou Dorne sedenta por uma guerra e colocou o povo contra Doran (como vimos pelas frutas atiradas contra a comitiva de Doran quando ele chegou a Lançassolar).
Arianne pretendia se apropriar do momento para jogar o povo contra seu pai, mas descobriu que estava cercada de espinhais. Não sabia da natureza de seus escolhidos e foi traída, não ponderou sobre os riscos e matou um cavaleiro da guarda real e quase matou a criança que visava proteger. Ela quase conseguiu uma guerra que nada teria a ver com seus direitos.
Quando foi presa, Arianne continuou a elaborar planos de acordo com as estratégias que conhecia. Primeiro, pensou em se valer do cinismo para mentir e atuar, depois vestiu a "roupa mais reveladora" para provocar e desconcertar e, por fim, tentou aliciar os servos para convocar vassalos instáveis de Lançassolar contra seu pai. Ainda assim, vimos Arianne realmente arrependida em seus pensamentos, especialmente por Arys e Myrcella, demonstrando que ela não é uma pessoa incapaz de aprender.
Em verdade, neste momento ficamos cientes de que a cena em que a princesa convence o cavaleiro real a trazer Myrcela a Pedramarela só é contada sobre o ponto de vista de Arys porque GRRM não queria entregar os pensamentos de Arianne, tanto em relação aos seus sentimentos para com o Guarda Real quanto sobre Doran. De fato, como ficamos sabendo em A Princesa na Torre, por baixo da aparência de manipuladora maliciosa, Arianne é um poço de sentimentos contraditórios e compaixão.
Contudo, Arianne falhou em entender as lições que seu pai tentava lhe ensinar enquanto ela esteve presa. O jogo de Cyvasse e os livros sobre leis de Westeros, dragões e a Estrela de Sete Pontas foram colocados ali para que Arianne pudesse entender as palavras que seu pai temia pronunciar em voz alta. Ao invés disso, Arianne continuava a se comportar como a Princesa na Torre, a donzela em apuros, convocando salvadores contra seu carcereiro. "Isso deverá trazer os heróis correndo", ela pensou ao redigir sua carta para Lorde Fowler.
Se a mantive na ignorância durante esse tempo, foi só para protegê-la. Arianne, sua natureza... Para você, um segredo era apenas uma história especial para murmurar a Garin e Tyene à noite, na cama. Garin mexerica como só os órfãos são capazes, e Tyene não guarda segredos de Obara e da Senhora Nym. E se elas soubessem... Obara gosta de vinho demais, e Nym é muito chegada [às gêmeas] Fowler. E a quem [as gêmeas] Fowler poderiam fazer confidências? Não podia correr o risco.
(AFFC, A Princesa na Torre)
Assim, Doran deixou Arianne presa tempo o suficiente para que a raiva, a vontade e a fantasia passassem. E a verdade surgiu apenas quando Doran precisava de Arianne para manipular Myrcella.
ARIANNE, A PRINCESA DOS ESPINHOS
Em A Dança Dos Dragões, vemos os efeitos construtivos da transparência entre Doran e Arianne. Pai e filha parecem agir coordenadamente para aparentar normalidade na corte e converter as Serpentes de Areia mais velhas em aliadas e todos vão para os Jardins de Água.
[SPOILER TWOW]Quando a carta de Jon Connington pedindo a Dorne por ajuda, Doran confia a tarefa de avaliar as forças de Aegon e a presença de Dragões a Arianne, muito embora Arianne não conheça nenhum dos dois homens. Mais curiosamente ainda, Doran forma uma comitiva de estranhos (semi-estranho no caso de Daemon Sand), que nunca viram Aegon ou Connington também. Dessa forma, o objetivo declarado de Doran é parcialmente impossível de ser cumprido. Somente levar olhos para procurar por dragões justificam a viagem.
[SPOILER TWOW]Mas a comitiva em si é curiosa. É formada por pessoas não nobres, com algumas ligações com Oberyn e nenhuma intimidade com Arianne. O caso de Elia Sand é o mais acentuado: a garota é impulsiva como Arianne, talvez um presente de grego de Doran para funcionar como espelho e testar a força de vontade da filha.
[SPOILER TWOW]Mas ainda assim, levar Elia para o meio de uma terra invadida é estranho. Elaria declara que está espalhando suas filhas para aumentar a chance de sobrevivência, porém isto não parece uma tática eficiente. Será que há aqui algum objetivo implícito o qual Arianne deveria compreender durante a viagem? Quem sabe.
[SPOILER TWOW]Com Daemon, há também um objetivo. O cavaleiro tem uma natureza cínica e se tornou imune às seduções da Princesa. Como ele é bonito, pode ser um instrumento fácil para que ela desenvolva uma abordagem realista com seu objeto de deseja, que aprenda a repreender seus instintos e aprender as reais intenções por trás da beleza. Como Arianne avalia que Jon Connington será difícil de seduzir Daemon funciona como um treinamento.
[SPOILER TWOW]De toda forma, em Ventos do Inverno, Arianne ainda está se equilibrando entre sua velha personalidade e as novas lições. Doran fica de pé para se despedir dela como se para fixá-las na memória da filha. E ela realmente agora fala de guerra com um tom funesto, e diz sentir pena de Elaria porque todas as suas filhas saíram a Oberyn (uma mudança significativa de percepção).
[SPOILER TWOW]Até mesmo quando traça paralelos entre Doran e Jon Connington, ela diz que este último deve ser perigoso, de certa forma aludindo que a sutileza do Pai também o torna perigoso. Arianne, inclusive, fica mais dada a silêncios e prefere as deduções às perguntas, chegando a fazer uma bem fundada troca de palavras com Lysono Maar.
[SPOILER TWOW]Porém, durante toda a jornada ele cobiça e flerta com Daemon. Em certo ponto, começa a perguntar por Viserys Targaryen, como que para fantasiar com o homem que estava prometida (muito embora ela afirme que agora é uma mulher, não uma menina que sucumbe para garotos bonitos), o que se confirma quando passa a maldizer Daenerys por tê-lo deixado morrer. A decepção com a aparência de Lysono Maar pode ser uma enganação, pois Lysono tem uma aparência feminina, e talvez quando veja Aegon, o contraste o torno excitante à Arianne.
[SPOILER TWOW]O mais interessante é que Arianne tenta se convencer que agora ama e quer o irmão de volta (o que Daemon, cético, nega). Na verdade, parece que ela quer compensar seu pai pelo estrago que causou e considera que Quentyn seria o meio para isso. Talvez, então, quando notícias de sua morte pelos dragões de Daenerys chegarem, ela passe a se opor à Rainha Dragão.
[SPOILER TWOW]De fato, muitos acreditam que o que está reservado para o futuro de Arianne é a paixão não correspondida com Aegon (uma novidade para ela) e que ela assumiria o papel da fazedora de reis. Assim, "A Princesa e a Rainha" não seriam apenas o título de uma novela de Martin, mas papeis que seriam repetidos na nova Dança dos Dragões.
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2019.07.24 17:17 Balinoiss Gostaria muito de discutir a questão trans mas tenho medo de ser tirada de transfóbica.

Meu nome é Luiza, sou estudante de arte, 25 anos e tenho muito medo de puxar qualquer discussão sobre esse assunto e perder amigos e ser taxada de transfóbica simplesmente por querer debater o assunto para tentar entender melhor. Convivo em um meio em que muitas pessoas se identificam de diversas formas, mas pouquíssimas ou nenhuma se propõe a debater essas questões de forma racional, sem levar pro lado pessoal ou achar que por eu não concordar 100% eu estou "matando pessoas trans".
Vou tentar fazer um resumo de como essa questão se desenvolveu em mim. Alguns anos atras eu estava viajando com uma das minhas melhores amigas desde a infância que é lésbica. Estávamos em um restaurante com a familia dela e em algum momento do jantar a irmã dela falou algo sobre "homens com roupa de mulher" se referindo a pessoas trans. Eu - que sempre fui declaradamente uma defensora das diferenças - na hora chamei a atenção dela sobre estar sendo transfóbica e já taxei ela ali mesmo. Logo depois fomos ao banheiro eu e minha amiga e eu comecei a falar com ela sobre a irmã estar sendo transfóbica e como isso era ruim e perigoso. Na hora, minha amiga olhou pra mim e disse "Mas Luiza, o que é ser mulher? É usar rosa? É ser delicada e maquiada? É usar calcinha?" E eu fiquei com cara de tacho. Ali eu percebi que mesmo sendo mulher a 22 anos, nunca tinha me questionado sobre o que é a condição mulher e nem sobre o que fazia com que uma mulher fosse uma mulher. Em outras conversas ela me contou sobre a ex, que é uma mulher que não se encaixa nos padrões de gênero e por causa disso (por usar roupas consideradas "masculinas" pela sociedade) ficava ouvindo de várias pessoas no meio LGBTTQAI+ que ela era trans. A ex dela nunca aceitou isso e se afirma como uma mulher que pode se expressar como bem entende pois não acredita em "coisa de menino/coisa de menina"
Desde muito pequena (a primeira memória é dos meus 4 anos) eu sempre fui chamada de "Maria João", "mulher-macho", "sapatão" e todos os derivados disso por não seguir a risca a cartilha "feminina" e ser um pouco mais moleca. Eu simplesmente não me sentia bem com toda aquela pressão sexual nem com essa frufruzagem florida e cor de rosa que era empurrada goela abaixo das meninas pra no final tudo ser avaliado na competição de quem é mais bonita (desejável) do que a outra. Passei a vida inteira tendo que ouvir das pessoas que elas tinham certeza de que eu era lésbica pelo meu jeito de ser e de vestir, e sempre tive que explicar que nada disso fazia sentido, pois também não acredito na "cartilha da feminilidade"
O tempo passou e eu mantive essa questão sem muito desenvolvimento dentro de mim, até que comecei a andar com muitas pessoas que se identificam como "mulheres trans", e mesmo que na hora eu não percebesse, me incomodava aquela reprodução dos estereótipos do que é "ser mulher" por parte daquelas pessoas. Sempre extremamente sexualizadas, sempre reproduzindo padrões de roupas, de fala, de "interesses", até que eu comecei a pesquisar na internet canais de youtube de pessoas que falavam sobre o assunto pra tentar entender como essas pessoas definiam o que as fizeram se enxergar como mulheres, já que eu mesma nunca tinha conseguido definir o que era ser mulher pra mim (descartando a definição biológica). Percebi que em TODOS os casos que eu tive acesso eram sempre as mesmas questões: "eu via minhas primas brincando de boneca e com cabelos longos e queria isso também", "eu queria usar vestidos e chorava pedindo brinquedos como os da minha irmã", "eu sempre amei usar maquiagem e detestava esportes". Vi até gente que dizia que "simplesmente sentia-se como uma mulher" sem saber explicar como era isso, e eu, que nunca percebi nada dentro de mim que me fizesse "sentir que era uma mulher" passei a perceber como isso era complicado. Tudo que eu passei na vida em questão de sofrer com o machismo, ou de ser discriminada por não ser feminina o suficiente era em decorrência de ter nascido com uma xoxota. Essa xoxota me fez ser exigida ser sempre linda, ser recatada e "do lar", ser vista como menos capaz, tudo isso vem de brinde com uma xota, então como uma pessoa que nunca passou por isso pode dizer que "se sente uma mulher" só porque gosta do estereótipo feminino? Mulher é uma minoria social, por isso é muito complicado quando alguém quer entrar nesse grupo sem vivência nenhuma alegando simplesmente "se sentir parte". Costumo fazer um paralelo com a questão negra: Negros são uma minoria social, você pode se identificar com estereótipos negros, com a estética das culturas ligadas ao povo negro, mas NUNCA uma pessoa branca vai poder dizer que "se sente negro" e que por isso É negro, porque essa pessoa não tem a VIVENCIA do que é ser negro.
Entendo que uma pessoa que não se adequa ao gênero que foi designado ao nascer seja também uma minoria e que tenha uma vivência completamente diferente de quem é "cis", mas isso não faz com que a pessoa saiba como é a vivência do outro. Um menino que quer usar maquiagem não tem a mesma vivência de uma menina que se não usa maquiagem é tida como desleixada e feia. Mulheres trans pedem pelo direito de fazer coisas que aprisionam mulheres a séculos, coisas das quais as mulheres querem se libertar. Enquanto vejo videos no youtube de mulheres trans dizendo que lutaram pelo direito de saírem maquiadas na rua, vejo amigas que choram e não conseguem ter relacionamentos íntimos por medo de que as pessoas as vejam sem maquiagem e as achem feias. São pautas diferentes, não são a mesma coisa, e dizer que são não é vantagem pra ninguém pois atrapalha na identificação e nomeação de tais problemas para ambos os lados.
As páginas que disseminam conteúdo transativista têm muitas contradições, por exemplo: Cartilhas para "identificar sinais de que seu filho é trans" contém pontos como "perceber se a criança tem interesse por brinquedos e roupas designadas para o outro gênero" - mas ué... então eles acreditam em coisas para menino e coisas para meninas??? Isso não é exatamente reforçar os estereótipos de gênero? O órgão sexual define como a pessoa pode se expressar? Uma pessoa que não se adequa a esses estereótipos precisa então ser tratada com hormônios e fazer uma cirurgia para que seu corpo se adeque a esses estereótipos? Detestar o próprio corpo? Se o menino é "feminino" e a menina é "moleca" então isso é sinal de que ela "nasceu no corpo errado"?? Errado não é dizer pra essas crianças que elas precisam se encaixar nisso? Não é muito mais desafiador das estruturas patriarcais um homem que se afirma como homem e diz que homem pode usar o que quiser e continua sendo homem? Dizer que tem que ser mulher para gostar de coisas "femininas" não é exatamente anti diversidade?
Eu acredito que o Gênero é uma cartilha de regras que te entregam assim que você nasce pra te dizer que como a sociedade capitalista quer que você se comporte para que as estruturas se perpetuem, portanto precisamos questionar isso, mostrar que cada pessoa se expressa a sua própria maneira, e que ninguém deveria ter que se encaixar em caixinhas de comportamento.
Esses dias eu vi uma frase que achei muito explicativa, e pela qual uma professora americana foi rechaçada nessa última semana : Ser mulher não é ter uma "personalidade feminina" e qualquer corpo, mas sim ter qualquer personalidade e um corpo feminino. Essa frase pode ser usada para "ser homem" também.
Apesar dessa confusão eu sempre respeito os pronomes e nomeclaturas, e na verdade eu nem mesmo expresso nada desses questionamentos e acima de tudo trato a todos com muito respeito. Acredito que a única forma de chegarmos todos num consenso é conversar e debater, mas esse assunto mexe muito com traumas e com rejeição, então fica difícil que as pessoas consigam conversar sobre sem se sentirem atingidas pessoalmente e portanto o debate fica praticamente inviabilizado. É muito triste isso, e tem consequências sérias na vida de muita gente, pois mulheres são caladas, invisibilizadas, crianças são confundidas e encaixadas mais ainda nas caixinhas e ninguém pode falar nada pois se não é visto como transfóbico causador de mortes. Mesmo questionando a questão eu sempre vou ser partidária do respeito e anti qualquer tipo de violência.
Minha questão não é que as pessoas parem de se expressar como querem, mas que possam se expressar sem que isso faça com que a pessoa precise tomar remédios pro resto da vida, passar a negar e odiar o próprio corpo e principalmente que a questão das mulheres serem oprimidas principalmente pelo fato de serem geradoras de novos seres humanos e por isso precisarem ter sua sexualidade e subjetividade controladas não seja apagada pelo discurso de que "existem mulheres de pinto", pois a única coisa que TODAS as mulheres tem em comum é serem controladas por possuírem xoxota, e nada mais. Não é cor de rosa, não é calcinha, não é maquiagem nem unha grande.
Espero não ter ofendido ninguém com essa postagem, eu só precisei mesmo colocar isso pra fora porque vi uma postagem de um amigo trans dizendo que ia "desenhar pra quem não entendeu" e seguia uma série de imagens na qual a primeira dizia que uma drag queen era um homem que se expressava artisticamente com "signos de mulheres" com a foto da Pablo Vittar ( de maiô, cabelo de baby liss loiro e maquiagem ) e na hora veio um "CARALHOOOW ENTAO Q PORRA É SER MULHER???" na cabeça. Enfim, esse foi o desabafo, se alguém quiser debater ( com respeito) eu vou ficar muito feliz, porque de forma alguma tenho a pretensão de dizer que minha visão é a correta e pronto, estou muito aberta a mudar de opinião, mas pra isso é preciso um debate que seja coerente e baseado em fatos.
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2019.06.23 23:56 d3rr1c53xpl0r3r Como tudo aconteceu (Na minha Cabeça)

Depois de ter ouvido todos os 24 episódios do Caso Evandro é impossível não formar uma narrativa própria na sua cabeça. Ao longo desses 24 episódios você transita entre a culpabilidade e inocência dos sete acusados. Impossível não, já que num caso tão conturbado quanto esse e com tantas variáveis fica difícil acreditar 100% em qualquer depoimento ou confissão. Pensei em esperar que todos os episódios saíssem antes de fazer esse post, mas aí lembrei que o Ivan mencionou que dará o seu parecer pessoal de como acha que as coisas aconteceram. Então para que não haja “Depois de ter ouvido fica fácil falar”, eu vou postar agora. Até para que eu não me influencie pela versão dele. Caso nos próximos episódios alguma coisa bombástica venha à tona e mude a minha opinião, eu irei colocar edits na minha postagem.
Só para que vocês entendam um pouco sobre mim venho de uma família umbandista e cresci entremeio sessões espiritas em casa, centros de umbanda e candomblé e “presenciei” sacrifícios de animais (Por ser pequeno na época, nunca me deixaram ver o ato, mas via o resultado nos dias seguintes. Como já ficou claro, as vísceras têm que ficar no alguidar por 3 dias antes de serem descartadas em água corrente, ou levadas a uma encruzilhada). Meu avô (Já falecido) era pai de santo e minha tia filha de santo e atendíamos apenas família e vizinhos próximos. Nunca tivemos um centro propriamente dito. E como isso já faz bastante tempo, obviamente algumas coisas me somem à memoria então fui pesquisar mais sobre o assunto.
Antes que eu comece, até para que vocês entendam um pouco melhor sobre as religiões Afro-Brasileiras, existem VÁRIAS vertentes. Sabe aquela coisa de brasileiro “gourmetizar” as coisas? (isso será importante na minha versão da história) Pois bem, com essas religiões não é diferente. Primariamente vieram da África com seus escravos TRÊS religiões, a Umbanda, a Quimbanda (ou Kimbanda) e o Candomblé. Sendo a umbanda e a quimbanda cultos semelhantes. Na “Umbanda Branca” temos o trivial de sessões espiritas, atendimento aos consulentes e o famoso passe (Algo apenas para dar uma paz de espirito a quem precisa, limpeza de aura e etc.) e oferendas à Yemanjá, Oxalá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iori, Iorimá, que são as 7 linhas da umbanda. Na “Umbanda Negra” ou Quimbanda também há 7 linhas, todas chefiadas (encabeçadas) por diferentes Exus, que esses por sua vez em troca de sua sabedoria e conhecimento de outros Exus da gira (networking) pedem oferendas mais “caras”, oferendas de sacrifício de sangue. Dependendo do que lhes é pedido os tipos de oferenda variam desde uma simples galinha até humanos. Na África até hoje esses sacrifícios acontecem segundo o que pude encontrar (Não sei se é verdade). Eu poderia fazer um post apenas sobre isso, pois é uma assunto MUITO extenso e complexo. Pois bem, abaixo vocês podem conferir a minha versão do acontecido. Algumas coisas apenas os envolvidos sabem e ninguém NUNCA saberá a verdade.
Chega em Guaratuba no começo de Janeiro de 1992, o “Pai-de-Santo” e jogador de Búzios Osvaldo Marceneiro com sua então namorada Andrea Barros e os mesmos tentam estabelecer negócio na feira de artesanato no centro da cidade. Antes que os outros integrantes da feira se opusessem a permanecia de Osvaldo na feira, o mesmo conhece Beatriz Abagge que como declarou varias vezes gostava de misticismo e coisas do gênero. Após algumas leituras de Búzios os dois se tornaram próximos e assim começaram um relacionamento de amizade. Beatriz por sua vez leva seus pais a uma consulta em 29 de Janeiro de 1992.
Osvaldo por morar no imóvel de Carmelita Cristofolini, ficou sabendo do terreiro da Mae Hortência o qual Beatriz Abbage também frequentava. Carona vai e carona vem, já que Osvaldo não tinha carro (como declarou), os dois vão ficando cada vez mais próximos. Beatriz Abagge recém separada de seu noivo, estava obviamente em busca de respostas e um direcionamento em sua vida e recorreu a ajuda de Osvaldo nos búzios (Aquela coisa de mulher, “será que ele vai voltar”, “será que ele ainda gosta de mim” e etc.). Contundo Osvaldo oferece não apenas o consolo espiritual, mas também um consolo emocional e o que era amizade acaba se tornando um affair. Aí pronto, isso é o suficiente para que Beatriz comece mover montanhas por Osvaldo. Logo após isso os outros integrantes da feira de artesanato começam uma movimentação para que Osvaldo e Andrea sejam removidos da feira e com o apoio de Beatriz, Osvaldo vai à prefeitura de Guaratuba para pedir ao Prefeito Aldo Abagge que o conceda um alvará de funcionamento na Feira. Com isso Osvaldo conhece Davi Dos Santos Soares que era o Vice-Presidente do conselho dos artesãos e esses se tornam amigos. (Não sei ao certo, ou não me lembro de onde Vicente de Paula e Osvaldo se conhecem ou quando se conhecem). Pois bem, Osvaldo consegue a permissão para permanecer na feira lendo os seus Búzios.
Osvaldo, um jovem que na verdade era FILHO-de-Santo precisa se “firmar” para conseguir se tornar um Pai-de-santo propriamente dito e abrir o próprio Terreiro em Guaratuba com a ajuda de Beatriz Abagge. Osvaldo foi vulgarmente chamado de “pai-de-santo” por todos por ignorância dos que não conhecem como a religião de fato funciona. Só é considerado “Pai-de-Santo” quem tem um terreiro e passa por uma iniciação feita por um outro Pai-de-Santo que tem um terreiro em funcionamento. No caso da região de Guaratuba já existia um terreiro, o da Mãe Hortência, e por motivos não sabidos talvez a Mae Hortência não quis iniciar Osvaldo (O que já é um red flag). Pois bem, Osvaldo ambicioso e com sede de se estabelecer de vez em Guaratuba pois agora estava apaixonado por Beatriz vai atrás de informações para fazer a sua própria iniciação como Pai-de-Santo na umbanda. Entendam, para que alguém se torne Pai-de-Santo, o mesmo deve possuir amplo conhecimento sobre a religião, linhas de trabalhos, tipos de espirito, como proceder no caso de algo dar errado numa sessão, e principalmente, o quão forte o “cavalo” é, se aguenta a pressão imposta pelos espíritos. (Algo que não mencionei no texto acima sobre as religiões, é que Umbanda e Quimbanda se entrelaçam de uma maneira homogenia. Quem segue uma acaba seguindo a outra indiretamente, já que as duas juntas são o ponto de equilíbrio. Sendo uma sempre contraria à outra.).
Já envolvido com Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, Osvaldo começa a busca de sua primeira oferenda. Oferenda essa para se auto iniciar como Pai-de-Santo. Com isto, o menino Leandro Bossi desaparece em 15 de Fevereiro de 1992. Não temos detalhes sobre esse acontecido pois como tudo consta o menino Leandro continua “desaparecido”. Há “informações” de que o corpo havia sido descartado no mesmo rio onde o saco com partes de Evandro seriam encontrados mais adiante, porem nada de concreto foi constatado. Vale ressaltar que não acredito que Beatriz e Celina estejam envolvidas nesse desaparecimento, inclusive acho que Beatriz na época do ocorrido em Fevereiro não ficou sabendo que havia sido Osvaldo o responsável por isso, pois ate então os dois não eram tão próximos assim e obviamente Osvaldo não queria assustá-la. Pois entendam, somente quem segue a religião e a estuda, entende a razão do sacrifício e não encara isso como um crime, pois o está fazendo por suas crenças e o vê como necessário para obter o que almeja. (Não estou de maneira nenhuma defendendo a prática, e de fato apesar da religião requerer tais sacrifícios os mesmos não deverão ser praticados pois envolve o assassinato cruel de um semelhante. Aqui sem dúvida entra a linha tênue entre a crença e a moral do ser humano)
O menino Leandro continua desaparecido e ninguém tem pistas, apenas o relato de Diógenes de ter visto Leandro na garupa da moto com Osvaldo (?). Portanto esse acontecido segue em paralelo enquanto as vidas dos 7 acusados continuam e tudo está maravilhoso. Osvaldo, De Paula e Davi estava certos que nunca ninguém descobriria o que aconteceu, como de fato não descobriram, pois, o retrato do Menino Leandro Bossi continua na pagina do SECRIDE na seção de crianças desaparecidas, ou seja, não falecidas. Portanto não há materialidade para se constatar que um homicídio ocorreu.
Passam-se então quase dois meses até que cheguemos ao desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano. Nesses dois meses, na minha cabeça entendo que muitas coisas aconteceram, principalmente entre Beatriz Abagge e Osvaldo Marceneiro. Os dois com certeza se tornaram ainda mais próximos, porem Osvaldo tinha Andrea, a qual já suspeitava do affair entre os dois. Daí vem os relatos de ciúmes excessivo de Osvaldo e de possíveis agressões. Só quem trairia (ou trai), acha que está sendo traído. Pensem, o affair de Osvaldo e Beatriz jamais poderia vir à tona, por várias razões. Primeiro, Osvaldo era juntado com Andrea que veio com ele pra Guaratuba, ela talvez não tivesse pra onde ir caso os dois se separassem e por esse motivo Osvaldo talvez se sentisse responsável por ela, já que a mesma o acompanhou ate Guaratuba. Segundo, Beatriz era filha do prefeito e da poderosa Família Abagge, e não poderia ser vista com tendo um caso com um “Pai-de-Santo”. Isso iria colocar em xeque a credibilidade da família perante a política local e até mesmo estadual. Sem mencionar que na cidade o mesmo já era visto com maus olhos pelos artesãos e obviamente pelo eleitorado católico, predominante em cidades do interior brasileiro, incluindo Celina Abbage.
Porém, sabem como é não é verdade? Basta apenas que uma dádiva seja concedida para que o descrente se torne crente. Nesses dois meses Osvaldo dever ter feito alguma previsão que se tornou realidade, ou fez algum trabalho (Oferenda) para Beatriz que se provou frutífero e a mesma juntada de seus sentimentos por Osvaldo mergulhou de cabeça na idéia. Nesse interim Beatriz começou um trabalho de convencimento com seus pais com prováveis “Tá vendo, não disse que ele é serio” ou “Desde que o Osvaldo começou a fazer trabalhos nossa vida tem melhorado, estamos abrindo o Centro pra cuidar das crianças, você esta trazendo o partido pra cidade, vai Lançar a Denise como candidata e etc.” ou coisas do tipo. O que não sabíamos no começo do podcast mas ficou claro nos últimos episódios é que Celina era extremamente arrogante, ambiciosa e sedenta por poder. Logo, ao ver que as coisas estavam andando na vida da família atribuiu tudo (por influencia de Beatriz) à Osvaldo, esquecendo assim o seu catolicismo e se convertendo ao “Osvaldicismo”.
Osvaldo, sabendo que sua influência na família Abagge havia aumentado consideravelmente em poucos meses propõe à beatriz que abrissem um centro de Umbanda junto com De Paula e Davi que já estavam próximos ao “casal” nesta época. O único problema é em que cidades pequenas, notícias envolvendo a família do prefeito correm rápido. Logo ficou sabido que Beatriz estava envolvida na abertura de um centro de umbanda com Osvaldo. O que fez com que a mesma, até por pedido de seu próprio pai deixasse a idéia de lado pois não seria bom por motivos políticos. Enfim, com algumas coisas indo bem pra família Abagge atribuídas à Osvaldo faltavam as coisas principais serem “consertadas”. A serraria que não andava muito bem das pernas (e da onde provavelmente vinha o sustento de toda a família, já que pelo que dá a entender Beatriz, suas irmãs e sua mãe não tinham renda alguma ainda que estavam envolvidas em projetos aqui e acolá) e a força política que Aldo e Celina tanto queriam e que estava sendo ameaçada por Diógenes (com seus panfletos) e pelo outro candidato da oposição (o qual não me recordo o nome).
A família Abagge convencida de que Osvaldo tinha o poder de interceder por eles e ajudar a família a sair dos problemas políticos e financeiros que os afligiam pedem ajuda à Osvaldo. Agora lembrem-se de que Osvaldo não tinha nenhuma outra ocupação a não ser jogar búzios e ser “Pai-de-Santo”. Depois de meses de consultas com a população de Guaratuba e seu envolvimento com Beatriz, Osvaldo vê neste apelo a chance de fazer um pé de meia. Neste momento Osvaldo descreve à Beatriz o que deveria ser feito, quanto custaria e quem participaria. Acredito que Beatriz ao ouvir o que deveria ser feito deve ter se assustado e não deve ter concordado de primeira, porem Osvaldo lhe diz que é a única maneira de conseguir tais benefícios. Depois de conversa com sua família Beatriz e Celina decidem proceder com as orientações de Osvaldo. Começa então a segunda caçada ao próximo menino que teria de ser sacrificado. Entra aqui agora a parte da “Gourmetização” da religião. Osvaldo por conveniência ou não, não posso afirmar, envolveu o número 7 neste trabalho. Pois lembrem-se, há de fato 7 linhas de trabalho nas religiões afro-brasileiras. Coincidência ou não, neste caso acredito que não. Osvaldo, além de ter 7 letras, é um nome o qual a soma de suas letras pela numerologia também é 7. Evandro, além de ter 7 letras, também soma o número 7 quando usamos a numerologia. E o suposto ritual acontece no dia 7 de Abril 1992. Neste caso, não acredito que sejam apenas coincidências, pois são muitas. É aquele velho ditado, onde há fumaça há fogo. São muitas coincidências juntas, porém vamos chegar nessa parte quando falarmos sobre as torturas.
Após a aceitação da proposta de Osvaldo, a família Abagge, começa a premeditação do ritual. Se o que falei sobre o número 7 no parágrafo acima confere, então Evandro se torna um alvo. Pois lembrem-se, para que o menino escolhido se encaixasse nos parâmetros, eles deveriam saber o nome do garoto, não poderia ser qualquer garoto. Então assim, as Abagge começam a pensar nos meninos os quais elas sabiam o nome e que poderiam se encaixar no pedido de Osvaldo. Os pais de Evandro estavam diretamente ligados à prefeitura, sendo sua mãe Maria trabalhando na Escola onde Evandro frequentava e o seu Pai Ademir na prefeitura. Logo, a família Abagge conhecia a família Ramos Caetano muito bem, e sabia o nome de seus filhos. Por um infortúnio Evandro se encaixava perfeitamente. Agora, colocando de lado o simbolismo do número 7, Evandro só estava na hora errada no lugar errado e fui abduzido pois era um menino. Pensem, proveniente de uma família humilde, os Ramos Caetano jamais pensariam que a família Abagge, a mais poderosa de Guaratuba faria uma coisa dessas. Mas sabe aquele negócio de é tão óbvio que ninguém nunca suspeitará? Pois então, mas o que eles não esperavam é que Diógenes estaria à espreita aguardando um passo em falso para que ele atacasse.
Eis que no dia 6 de Abril de 1992 por volta de 9:30 da manhã por um acaso (ou não, pois acredito que o menino Evandro não fazia aquele trajeto todos os dias naquele mesmo horário. Naquele dia ele não havia tomado café (ou esquecido o mini-game) e foi até em casa buscar na hora do recreio) enquanto passando pelas redondezas da casa dos Ramos Caetano, as Abagge avistam o menino Evandro indo pra casa e o seduzem com balas para dentro do carro. Voltando à simbologia do numero 7, lembrem-se de que o ritual seria feito no dia 7, logo elas deveriam ter o menino um ou dois dias antes apenas, pois o mesmo deveria estar vivo no momento do sacrifício e não teriam onde deixar o menino por um longo período de tempo caso o tivessem raptado por muito tempo antes de poder fazer o ritual.
Vale voltar um pouco no tempo para mencionar o relato de Diógenes dizendo que Osvaldo havia espalhado pela cidade que uma grande tragédia iria acontecer e iria virar a cidade de pernas pro ar. Aqui é a parte onde ele mesmo começa a entregar a corda pra que fosse enforcado mais adiante. Sabendo do ritual que aconteceria, já que as Abagge haviam concordado, Osvaldo viu aí a oportunidade de se tornar “famoso” pois ele haveria previsto um acontecimento antes que o mesmo houvesse ocorrido, OU, o mesmo de fato viu nos búzios que algo viraria a cidade de pernas pro ar, mas não sabia que ele estaria envolvido. Afinal, ninguém comete um crime esperando ser pego, certo?
Depois do rapto do menino Evandro no dia 6 começam os preparativos para o ritual no dia seguinte, dia 7. Airton Bardelli, já envolvido com Osvaldo por intermédio de Beatriz recebe a ordem de que no dia seguinte todos da serraria deveriam ser dispensados mais cedo às 6 horas da tarde, para que o trabalho pudesse acontecer às 7 (?). Aqui fica a minha duvida, e eu não sei responder essa questão de como Bardelli e Cristofolini entram no ritual. Será que apenas para composição de quórum, já que Osvaldo disse que precisariam de 7 pessoas? Osvaldo pediu à Cristofollini, seu então vizinho para que apenas os ajudasse compondo o grupo, e a mesma coisa à Bardelli por parte de Beatriz já que Bardelli estaria na Serraria e seria responsável pelos funcionários não estarem lá? Isso é uma das coisas que jamais saberemos. Porém, não acredito na parte que a serraria ficou fechada uma semana para que eles pudessem limpar o local e etc., qualquer idiota colocaria um pedaço grande de lona ou plástico para forrar o chão e não ter que lavar ou limpar o sangue depois. Se eles não o fizeram assim, foram burros – fica a dica pra próxima rs.
O Ritual acontece de acordo como relatado, onde o menino Evandro é oferecido em forma de sacrifício para um Exu (Não para o Diabo, não para Satã, não para nada disso). Acreditem ou não, mas Exus em sua grande maioria não são espíritos maus, são apenas mensageiros entre o mundo dos vivos e dos mortos os quais cobram pelos seus serviços (em forma de oferendas). Contudo, há também Exus de má índole, que são espíritos não evoluídos e que agem pelo lado errado da gira. Qual o Exu ao qual o menino Evandro foi oferecido, nunca saberemos. Após o ritual ser terminado os 7 deixam a serraria e Beatriz e Celina voltam pra casa, e Celina vai à tal festa com Aldo. Osvaldo, De Paula, Davi, Bardelli e Cristofolini se dirigem às suas casas. Aqui fica aquela confusão sobre o dia 6 ou dia 7, bar da dobradinha, jantar na casa de Antonio Costa. E também onde Andrea desmente o álibi de todos, pois diz ter visto Osvaldo e De Paula saindo com roupa de trabalho e sendo buscado por Beatriz. Mais um indício de que Osvaldo e Beatriz estavam tendo um affair o qual Andrea já sabia e por vingança não encobriu o seu namorado.
Voltando ao dia 6, após o desaparecimento de Evandro, sua família obviamente estava recorrendo a qualquer tipo de ajuda. Nisso chega a notícia no terreiro da mãe Hortência por meio de Davina de que o menino havia sumido e a família estava pedindo que pessoas se dirigissem à casa da família para orações. Não obstante, Vicente de Paula vai à casa dos Ramos Caetano e recebe a entidade que se propõe a ajudar porem não quer fazer naquele momento pois o “cavalo” não está com a roupa adequada. A entidade pede que o mesmo coloque sua roupa enquanto vai na “gira” ver se consegue achar o menino e que depois voltaria. Acho que é aqui que o resto está na casa de Antonio costa jantando após a sessão no terreiro. Depois do jantar quem vai ajudar na busca é Osvaldo com Davi dos Santos (que não é o “Cheiro” rs) junto com Davina e seu marido Mario. Quando a entidade pede que seja levada a uma rua que tenha palmeiras Osvaldo sinaliza que sentiu uma presença forte no final da rua perto do mato. Aqui na minha opinião, Osvaldo entrega mais um pouquinho de corda para ser enforcado na tentativa de fazer o seu nome como Pai-de-Santo. Depois da profecia de que haveria uma tragédia na cidade ele deve ter achado por bem profetizar a presença do menino naquela região pois já havia planos de desová-lo lá após o ritual. Porém isso foi mais uma bala na arma de Diógenes.
Cinco dias depois quando o corpo é encontrado no Sábado dia 11 de Abril a 30 metros do local onde Osvaldo havia sentido uma “presença forte”, as coisas começam a ficar suspeitas. Infelizmente o corpo encontrado está além do reconhecimento e fica difícil a confirmação porem como já sabemos o corpo encontrado está sem as mãos, sem alguns dedos dos pés, sem orelhas e olhos e sem órgãos internos incluído coração. E tudo isso é explicado nas doutrinas, a falta das mãos é para fortuna, do pênis para impotência, e assim vai. Não me recordo de todos. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas e se esclarecer ao mesmo tempo. Mesmo que o corpo encontrado não seja de Evandro, seja de Leandro Bossi por exemplo. Os cortes citados, as partes faltantes do corpo são por coincidência de acordo com a doutrina de sacrifícios?! Não acredito, e tem mais, aqui cai por terra também a teoria de que Diógenes teria conspirado contra as Abagge. Pelos depoimentos de Diógenes ele se mostrou TOTALMENTE ignorante às religiões aqui envolvidas. Portanto, ele não saberia o que fazer com o corpo para que parecesse que um ritual de sacrifício tivesse sido realizado no corpo em questão. E mais, se hoje nem na internet se encontra tais instruções podemos imaginar em 1992. Só quem de fato é praticante há MUITOS anos tem acesso a como praticar tais rituais. Pois não é apenas pegar um corpo X cortar e tchau, como o nome diz é um ritual, portanto existem musicas, palavras a serem faladas dentre outras coisas e só quem estuda há um bom tempo sabe o que fazer.
Portanto quando Diógenes faz a sua denuncia no dia 29 de Maio de 1992 quase DOIS meses depois do ocorrido, ele se baseia em “fofocas” porém também em outros fatos, como sobre a do “Grupo Tigre” estar próximo à família Abagge durante as investigações. Se depois de dois meses ninguém sabe absolutamente nada, é porque alguma coisa tem, concordam? Depois da sua denuncia ao ministério público, o mesmo acha por bem colocar o “Grupo Águia” da PM em uma investigação paralela à da Polícia Civil que nada fez por dois meses. Aqui na minha opinião entra a parte onde Diógenes tinha sim uma agenda contra a Família Abagge. Por N motivos ele não gostava deles em especial à Celina que causou o divórcio de seus pais. Após ficar sabendo de tudo que ficou por intermédio de conhecidos, Davina, Edézio, Jorge Banana e cia, ele foi mais do que correndo colocar a sua denuncia pois então ainda que não tivesse provas concretas pra ele tudo aquilo fez sentido e ele tinha nas mãos o que sempre quis.
Não acredito que as testemunhas tenham mentido a pedido de Diógenes. E entendo o fato delas não terem se pronunciado no dia, ou dias depois. Morando numa cidade pequena onde todos se conhecem, a família mais poderosa e talvez mais rica da cidade se envolve num crime hediondo desses, você se pronunciaria? Eu não me pronunciaria, e é a verdade. No caso de Edézio, ele ficou sem saída porque seu amigo Hamilton ao qual ele havia confidenciado ter visto as Abagge raptando o menino Evandro contou ao Diógenes que por sua vez deve ter obrigado ele a prestar depoimento do que havia visto. Não há nada de estranho nisso. A mesma coisa com o Jorge Banana, se eu estou pescando e vejo um saco cheio de restos mortais do que poderia ser um feto, meu barco viraria uma lancha de tão rápido que eu sairia de lá. E com peixe ou sem peixe no meu barco eu JAMAIS puxaria o saco pra dentro do barco. E é isso que talvez destrua a credibilidade das testemunhas, o MEDO. Ninguém quer admitir que tem medo, mas a grande maioria das pessoas tem, e por não querer admitir isso em juízo ou em depoimento acaba passando por mentiroso. Pois é muito fácil falar, “Ah, mas você viu que tinha mãos dentro do saco, cabelo e não pegou o saco?!”. Não, eu também não pegaria. Agora, se eu soubesse do que tinha acontecido (Coisa que Jorge Banana não sabia à época do ocorrido), e visto um saco com as coisas eu chamaria a policia sem dúvida alguma, porém se não soubesse, aquele saco de cal iria ficar lá pra sempre.
Finalmente chegamos às prisões dos dias 1,2 e 3 de Julho de 1992, onde os 7 acusados são presos. Aqui eu vou ser bem sucinto e explicito nas minhas opiniões. Eu acredito que todos tenham sofrido tortura sim, sem sombra de dúvidas. Porém pra confessar aquilo que de fato haviam cometido porque jamais confessariam de uma outra forma. Não defendo tortura e não acho que esse deveria ter sido o caminho a ser seguido. E acho que a maneira com a qual a PM conduziu as prisões e os interrogatórios foi o que estragou o caso. Se eles não tivessem torturado os réus a argumentação da promotoria teria sido muito mais forte e o único argumento da defesa seria o de que o corpo encontrado não era o de Evandro.
Agora as perguntas que ficam e talvez a chave de todo esse mistério é, se o corpo encontrado não é o de Evandro como afirma piamente até hoje o Delegado Luis Carlos de Oliveira, porque os acusados colocaram as roupas de Evandro no cadáver? O que eles tentaram fazer aqui? Encobrir uma morte com outra? Desovar o cadáver de Leandro Bossi que estava na geladeira que a Celina tirou da serraria como relatou Teresinha e por isso tinha marcas roxas e já estava em estado de putrefação como se fosse Evandro? O que vocês acham? Isso vai ficar no imaginário de cada um, pois nunca saberemos.
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2018.12.06 19:36 Be_Memorable Me(24H) envolvi com uma garota(22M) e ela sumiu da minha vida após 3 semanas, agradeço qualquer ajuda.

Post longo, agradeço toda a ajuda, amigos.
Conheci uma garota bem legal em uma festa de amigos, a atração dela por mim foi imediata e começamos a conversar. Ela me conquistou aos poucos e depois de algumas horas ela estava no meu colo.
Ela saiu de um namoro de 5 anos há 2 meses e nós não queríamos nos envolver tão facilmente mas... aconteceu.
Logo depois do nosso primeiro encontro nós começamos a gostar um do outro e as coisas foram ficando um pouquinho mais sérias. Conheci a família e os amigos dela e ela, os meus. Depois de alguns encontros ela começou a me chamar de amor e me apresentou como sendo seu "namorado" pra uma parte da família dela. Ela dormiu em casa e começou a falar sobre como ficaríamos lindos juntos nas fotos de natal.
Como pode-se notar, as coisas estavam ficando sérias.
Após alguns encontros ela começou a demonstrar que gostaria que saíssemos exclusivamente um com o outro, e assim fizemos. Ela disse claramente que estávamos "ficando seriamente".
Depois de 3 semanas saindo com certa frequência as coisas ficaram estranhas. Ela me mandou mensagem cancelando um encontro, dizendo que está emocionalmente quebrada, precisava de um tempo sozinha para organizar as ideias e que precisava "conversar sobre nós". O final do semestre da faculdade bateu forte e ela estava extremamente estressada, eu apenas disse que a entendia e que poderíamos conversar em outra oportunidade, se ela precisasse de mim eu estaria aqui para ajudar.
Dois dias depois ela me mandou mensagens pedindo mil perdões e dizendo que sentia muito ter surtado comigo. Ela também lembrou que o emocional dela está bagunçado e que o final do semestre piorou a situação. Eu reafirmei que não havia problemas e que eu compreendia que ela está passando por momentos difíceis. Dessa vez ela não me respondeu, já fazem dez dias que ela não fala comigo.
Respeito muito a liberdade das pessoas, não fico em cima de quem não quer falar comigo. Também não sou o tipo de homem bonzinho que fica correndo atrás e sendo feito de tapete. Sou orgulhoso demais para isso.
Eu senti que tivemos uma conexão e tive dificuldades em aceitar que fui descartado dessa forma. Olhando para trás, não consigo entender como uma pessoa pode estar tão apegada a você e, logo depois, se afastar dessa forma.
Não a considero uma pessoa má. Ainda assim, sumir de um "relacionamento" por falta de coragem de me dizer o que estava sentindo... foi covarde. Sinto que precisava de um ponto final.
Uma amiga em comum disse que ela ainda vai falar comigo quando o semestre acabar e a pressão estiver sob controle. Honestamente, sou muito compreensivo e não a culpo, mas não acho que um sumiço desse seja justificável quando se gosta realmente de alguém.


Edit: Conversei com nossa amiga em comum. Aparentemente a garota está confusa com os próprios sentimentos. Hora diz que gosta de mim, hora diz que não sabe o que quer da vida. Aparentemente fui colocado "em banho maria" pois ela não consegue se decidir.

Edit 2: Mandei uma mensagem para ela pra resolvermos as coisas. Foram dias difíceis entre uma mensagem e outra, e seguem os acontecimentos:
Ela diz que precisa ficar sozinha para resolver os problemas que ela está tendo com ela mesma e que não se sente bem em tratar do assunto pessoalmente. Terminamos por aqui.
Apesar de ter dito para nossa amiga em comum que não gostaria de me perder de jeito nenhum, ela não citou que gostaria de ser minha amiga ou de manter contato. Na minha visão há duas possibilidades:
  1. Ela não quer me jogar numa friendzone pois acredita que podemos ter algum tipo de futuro.
  2. Ela não quer falar comigo nunca mais.
Seja qual for a opção, não falarei mais nada pra ela. Do meu ponto de vista ela faltou com o carinho e o respeito necessários, portanto a responsabilidade não está mais nas minhas mãos. Se ela sentir falta vai acabar correndo atrás, caso contrário o adeus é permanente.

Obrigado a todos.
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2018.02.16 01:56 antoniobrasileiro Sem direção...Fui traído.

Senta que la vai textão: Faz 10 anos que estou casado com minha esposa. Temos um filho de 10, namoramos pouco tempo, ela ainda era virgem, e eu já tinha vivido outros relacionamentos, (temos uma diferença de 7 anos). Quando descobrimos que ela estava gestante resolvi que casaríamos, confesso que logo no início eu apenas gostava dela, mas sabia que ela era uma pessoa boa de coração, eu já estava cansado de badalação, queria encontrar alguém pra compartilhar uma vida. Então conversamos, disse que estava disposto a casar com ela, e ela aceitou. No início foi muito difícil a convivência, pois sou um cara que gosta das coisas certas, às vezes até demais. Ela cresceu vendo sua mãe ser auto suficiente, de maneira que quando pedia pra fazer algo diferente, de outra maneira, ela achava que eu queria mandar nela, botar ordem. Nunca foi minha intenção, eu apenas queria orientá-la para que as coisas não dessem errado. A família dela é bem humilde, isso nunca foi problema pra mim, porém ela acha que minha mãe não queria que casasse com ela, acha que minha mãe sempre fala algo pra tentar machucá-la, e sinceramente tenho certeza que não é isso. Mas enfim, a questão é que vira e mexe acabamos tendo brigas por conta disso, e o mais engraçado é que a briga é por causa da minha família, que ela começa por conta desses achismos, às vezes porque acha que a madrinha do nosso filho (minha irmã) está mimando demais ele, dando muito presente fazendo as vontades. Graças a Deus as brigas que eram por nós mesmos diminuíram bastante. Eu nunca a proibi de nada, mesmo! Eu sempre a deixei fazer e comprar oque ela queria . Temos uma vida confortável, meu trabalho apesar de ser necessário que esteja constantemente viajando remunera bem, com isso ela nunca precisou trabalhar. Mas ela não é dondoca, de só ficar em casa sem fazer nada, ela me ajuda muito cuidando da casa, e agora tomando conta do negócio que montamos (guardando dinheiro) quando estou fora. Depois que nosso filho fez dois anos ela quis fazer faculdade de educação física, eu dei o maior apoio pra ela. Lá no fundo eu sabia que a desgraça viria deste curso, eu nunca disse isso a ela. Enquanto ela estava fazendo o curso eu nunca desconfiei de nada, com exceção de uma vez que ela disse que ia pra faculdade, aconteceu um imprevisto e tive que ir lá pegar ela. O campus da faculdade é bem grande, eu sabia quais eram as salas que ela tinha aula, mesmo assim eu não a encontrei. Liguei várias vezes o telefone só chamou, quando eu já estava voltando pra casa, ela me ligou, disse que estava na parada de ônibus próximo. Perguntei onde ela estava, ela disse que estava no laboratório, e eu realmente não tinha ido lá, já que não sabia onde ficava. Em 2015 sofri muita pressão no meu trabalho, pois minha empresa estava prestes a perder um importante contrato, e além disso tinha conseguido uma vaga muito difícil em curso que me possibilitaria ascender em minha carreira. Como a instabilidade na minha empresa estava crescendo, isso significava que teria que arcar com todas as despesas sem trabalhar durante 6 meses. Pra completar o cenário, a crise veio com força, e começou a surgir histórias de que o curso seria cancelado. Fiquei uma pilha de nervos, pois ficaria desempregado, não faria o curso e sem perspectiva nenhuma de emprego, pois na função que estava não apareciam vagas. Confesso que nem eu estava me suportando às vezes, eu transferi um pouco dessa pressão pra ela. No final de 2015 fui demitido, e no início de 2016 saiu a resposta que eu mais esperava, o curso seria realizado! Fiquei um pouco aliviado, mas a crise se aprofundou na minha área, e as vagas que apareciam para posições superiores também minguaram. O curso seria realizado em uma cidade onde conheci minha primeira namorada, porém, ela já não vivia mais lá, morava em uma cidade no mesmo estado porém a várias horas de distância. Além disso já não gostava dela há muito tempo, eu estava casado e minha ex namorando. Nessa cidade ainda moram muitos amigos meus de faculdade, que não os via fazia tanto tempo. Foi natural que eles me convidassem pra ir assar uma carne e tomar cerveja, sair pra um barzinho, e ir uma vez em um show. De uma vez que sai com meus amigos, passei bastante tempo com eles, meu telefone descarregou. No outro dia ela me ligou dizendo que eu tinha ido me encontrar com a ex. Durante o curso todo ela achou que eu estava fazendo coisa errada...Sinceramente depois do que descobri, queria ter feito. A verdade é que depois que casei com ela, nunca estive com outra mulher, nem mesmo beijei outra mulher. Acho que ela não acredita nisso… Durante o tempo que estava realizando o curso apareceu a oportunidade de montarmos o negócio que estamos tocando. Não tinha como eu tocar a obra de outra cidade, então ela ficou encarregada disso, com meu auxílio pelo telefone. Tivemos muitas brigas por causa das obras, porque muitas vezes ela queria fazer do jeito que ela achava, e muitas vezes errado, sendo que eu explicava tudo pra ela como deveria ser feito pra não ter desperdícios, pra não estourar nosso orçamento e nem atrasar as obras. No final das contas inauguramos nosso empreendimento, e está indo muito bem obrigado. Sempre foi meu sonho poder um dia largar meu trabalho e poder trabalhar perto dela e do meu filho, ter uma vida estável sem precisar me ausentar. A empresa inaugurou em outubro de 2016, atrasou um pouco, mas sem maiores consequências. Nesse meio tempo o curso já havia terminado, e eu estava empregado novamente na posição que o curso me proporcionou. Gente, vocês não têm noção de como eu fiquei mais leve, relaxado, aquele peso todo que sentia estava finalmente saindo das minhas costas. Algumas brigas ainda existem por conta do negócio, mas normal, nada sério, nessa parte sabemos que os assuntos do negócio têm que permanecer lá depois que fechamos as portas no final do dia. O ano de 2017 veio de uma forma muito boa, pelo menos pra mim. Teve uma vez que nos desentendemos feio. Foi ela que começou a puxar assunto sobre minha irmã, aquela mesma história que já falei, ela achar que a madrinha denga muito o sobrinho. Nesse dia senti que ela estava arrumando um pretexto pra arrumar confusão comigo, passou uma duas horas falando, e queria que eu ligasse pra minha irmã pra reclamar sobre o assunto. Não fiz, até porque era ela que estava incomodada com a situação, e além disso o filho não é só meu. Às vezes temos algumas brigas sérias por conta do nosso filho, porque ela muitas vezes espera que eu o corrija...Costumo dizer que ela só quer os momentos bons com ele...Acredito ser verdade, pois muitas vezes quando ele está fazendo mal criação, ela grita de lá: “olha marido oque teu filho tá fazendo”. Caramba, isso me dá nos nervos, quando o filhote faz isso comigo não espero por ela. Eu o corrijo na mesma hora. E ela muitas vezes não faz, ou me chama pra dar bronca. Agora nem vou mais, só faço falar: “Te vira! É teu filho também”. Antes de tudo quero que ele cresça um homem íntegro, respeitador e honesto. Aí veio agosto de 2017, meu mundo veio a baixo. A felicidade que sentia, quando estava em casa com eles, minha esposa e filho, ao vê-los correndo pela casa, quando eu estava brincando com eles na cama de fazer cócegas era muito grande. Eu dizia só pra mim: “Obrigado meu Deus por me dar tanta felicidade”. Se no início eu apenas gostava dela, naquele momento eu a amava demais. Tudo isso acabou! Descobri que ela estava me traindo com um ex professor da faculdade. E pra completar ele mora na rua de trás de casa. No início ela tentou negar tudo, dizendo que era invenção da minha cabeça. Mas eu tinha provas, e contra provas não há argumentos. Ela tentou esconder quem era a pessoa no início, tentou dizer que saiu só aquela vez que descobri...Mas aos poucos, por conta própria, descobri que ela já vinha saindo com o cara desde 2015, lembra da pressão que estava sofrendo? Pois é, e essa história toda de estarmos sofrendo pressão, foi oque ela diz ter causado a traição. Quando estive fazendo o curso, ela saiu várias vezes com ele, e depois me alegou que era porque achava que estava saindo com minha ex. Em maio de 2017 foi a última vez que ela diz ter saído com ele. Aqui eu preciso fazer um parêntese: Mais ou menos em 2013, não lembro bem a data, sério, a ex entrou em contato comigo, ai acabou que fizemos várias chamadas pelo skype, e ficamos nus um para outro. Rolou masturbação, confesso. Mas parou aí. Nunca mais encontrei com ela, e depois disso também não falei mais com ela. Logo depois que aconteceu as chamadas de skype, me arrependi muito, não é uma coisa que sinto orgulho. Mas também até eu descobrir a traição da minha esposa, eu ainda não tinha contado pra ela oque havia ocorrido. Ou seja, teoricamente, ela não teria motivos reais pra me trair, porque ela nem desconfiava. Brigamos muito, xingamos um ao outro. Eu chorei muito, ela também. Ela diz que sempre me amou, nunca deixou de gostar de mim. Que acha que foram coisas que deveria ter feito enquanto era solteira. Estamos juntos, ainda gosto muito dela...Tenho medo de perder minha família… Mas fico muito receoso de quebrar a cara novamente. Às vezes sinto que fui duplamente sacaneado por ela, porque se eu quiser me separar dela, terei que abrir mão também do meu sonho, de trabalhar perto de casa. Não existe um dia que não pense no que ela fez, no que ela pode ter feito com o cara. Me sinto muito humilhado. Estamos junto, mas por enquanto não consigo me ver novamente com ela como antes, os dois velhinhos… Ela toda curvadinha e eu segurando ela pelo braço...Cara é foda! Que vontade de chorar! Sinto meu orgulho ferido...Eu posso não ser o melhor homem do mundo, mas também sei que não merecia isso, sei que a opção de fazer foi totalmente dela, independente das pressões, brigas e dificuldades que tenhamos passado. Eu fiz uma viagem com ela agora para um destino romântico, foi legal...Mas...Depois disso tudo sempre tem o “mas”. Essa semana briguei feio com ela novamente, não estou em casa, estou trabalhando…Sinceramente não sei oque fazer. Já tentamos psicóloga, mas acho que não adiantou muito não. A verdade é que às vezes queria machucá-la, fazê-la sentir oque eu sinto às vezes. Essa semana instalei tinder e esses outros app, queria me sentir valorizado. Às vezes me vejo fazendo e dizendo coisas pra ela só pra ver se ainda gosta de mim. Me sinto ridículo quando percebo. Teve ocasiões em que até pensei em inventar pra ela que estive com a ex. Agora estou pensando em fazer uma viagem sozinho, pra um lugar bem distante quando sair do trabalho. Penso que preciso de um tempo só comigo mesmo. Queria opiniões e maneiras de pensar de pessoas que não façam parte do meu convívio. Por isso postei aqui.
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2017.07.01 00:02 YumaS2Astral Por que tem tantos casos de homens que matam a ex namorada por não aceitar o fim do relacionamento?

Estava vendo o Datena agora à pouco e passou três reportagens diferentes, mas as três sobre um homem que matou a ex namorada por não aceitar o fim do relacionamento. Uma delas pra mim foi até chocante porque o cara além de matar a ex namorada, ainda ameaçou a família, que com medo, agora está querendo se mudar.
Mas na verdade há muitas reportagens e notícias de casos assim; de homens que não aceitam o fim do relacionamento, e matam, ou ao menos espancam a ex namorada ao ponto de ela ter que ir pro hospital.
Por que casos assim são tão comuns? Por que tem tantos homens que não conseguem aceitar o fim do relacionamento?
Eu queria entender isso também porque não consigo ver lógica em matar alguém que você diz que ama, só porque essa pessoa não quer ficar com você. Eu acho que o mais lógico seria deixar a pessoa viver do jeito que ela quiser, pois ela é feliz assim, e se você ama uma pessoa, você quer vê-la feliz, mesmo que não seja ao seu lado. Por isso eu não consigo entender qual o sentido de matar quem você ama porque essa pessoa não te quer.
Provavelmente vai ter gente que vai dizer que é por ciúmes. Entretanto, eu não sou aquele tipo de cara que gosta de respostas curtas e simples. Acredito que tem um motivo a mais para que isso seja tão comum de acontecer. Além disso, não são todas as pessoas que se deixam levar pelo ciúme ao ponto de matar (até eu já senti ciúmes, e na verdade acredito que todos os seres humanos sentem ciúmes, se você diz que não, você está mentindo; o diferencial está no modo como as pessoas agem em relação ao ciúme)
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